As Estratégias de Ensino-Aprendizagem Utilizadas Pelos Docentes e sua Relação com o Envolvimento dos Alunos

  • Simone Alves da Costa Universidade de São Paulo
  • Maria de Las Mercedes Pfeuti Centro Universitário FECAP
  • Silvia Pereira de Castro Casa Nova Universidade de São Paulo
Palavras-chave: Aluno Superficial e Profundo, Modalidade Didática, Taxonomia de Bloom

Resumo

O objetivo deste artigo é analisar o impacto na utilização de diferentes estratégias de ensino-aprendizagem pelos professores, levando-se em conta a forma de estudo que se pretende que os alunos adotem em um curso de pós-graduação em Ciências Contábeis, entre elas as abordagens superficial e profunda de aprendizagem. Foram testadas duas modalidades didáticas durante duas aulas, sendo: uma aula tradicional, composta de aula expositiva e resolução de exercícios (aula 1); e uma aula prática, tendo sido desenvolvido material a ser utilizado em sala de aula com apoio da Taxonomia de Bloom e das teorias sobre as abordagens de aprendizagem (aula 2). Nessa proposta, entende-se que a aula tradicional estaria mais ligada a uma abordagem superficial de aprendizagem, enquanto o material produzido para a aula 2 levaria ao alcance de uma abordagem profunda de aprendizagem, dado que propicia maior participação e interação dos alunos com o conteúdo proposto. Como resultado, não foram percebidas diferenças significativas em relação às duas modalidades didáticas. No que tange à abordagem superficial e profunda, a modalidade proposta para a aula 2 foi mais efetiva no sentido de garantir a participação dos alunos, bem como seu envolvimento no sentido de buscar aplicações práticas e estabelecer relações entre a teoria e a prática. Já no que diz respeito às categorias inerentes ao domínio cognitivo da Taxonomia de Bloom, os dois métodos se mostraram eficazes no alcance das diferentes vertentes investigadas, a saber, aula expositiva e aula prática. Ressalta-se, no entanto, que a segunda modalidade, aula prática, permite desenvolver objetivos relacionados também ao domínio afetivo da taxonomia.

Biografia do Autor

Simone Alves da Costa, Universidade de São Paulo
Doutorando em Controladoria e Contabilidade pelo departamento de Contabilidade e Atuária da FEA/USP
Maria de Las Mercedes Pfeuti, Centro Universitário FECAP
Mestranda em Contabilidade pelo Centro Universitário FECAP
Silvia Pereira de Castro Casa Nova, Universidade de São Paulo
Doutora em Contabilidade e Prof. Doutora da Universidade de São Paulo
Publicado
2014-04-30
Seção
Seção Nacional