Fundos de Investimentos Socialmente Responsáveis e Fundos Convencionais: Existem Diferenças de Desempenho?

  • Sabrina Espinele da Silva Universidade Federal de Minas Gerais
  • Robert Aldo Iquiapaza Universidade Federal de Minas Gerais
Palavras-chave: Fundos de investimento, Desempenho, Investimento Socialmente Responsável.

Resumo

Objetivo: O objetivo deste estudo foi comparar o desempenho de fundos de investimento em ações sustentabilidade/governança (socialmente responsáveis - SRI) e de fundos de ações Ibovespa Ativo (convencionais), com o propósito de inferir se, em média, os primeiros possuem desempenho superior ou semelhante aos convencionais.Fundamento: O problema potencial dos fundos SRI’s, destacado por Lean, Ang e Smyth (2015) é que estes fundos contradizem a teoria moderna das carteiras. Uma carteira SRI é menos diversificada devido ao processo de filtragem na seleção e formação do portfólio e, desse modo, pode ser considerada mais arriscada. Pretende-se observar se os investidores com preocupações ambientais e sociais que optam por investir em fundos SRI’s estão obtendo vantagem, em relação ao desempenho pela sua escolha.Método: O desempenho dos fundos foi medido pelo alfa de Jensen calculado para cada fundo da amostra através da regressão do retorno em excesso do fundo contra os fatores de risco do modelo de Carhart (1997) e o desempenho em relação ao risco/retorno foi medido pelo Índice de Sharpe.Resultados: Os resultados demonstraram que, em média, os fundos de investimento em ações socialmente responsáveis (SRI) e os fundos de investimento em ações convencionais possuem desempenho semelhante. Entretanto, para o período de 2009 a 2012, os fundos SRI demonstraram melhor relação risco/retorno.Contribuições: Este tema ainda é pouco explorado no mercado brasileiro. Pretende-se contribuir para a literatura sobre fundos de investimentos socialmente responsáveis. Ademais, este estudo inova na incorporação das variáveis características dos fundos que influenciam seu desempenho, nas estimações.

Biografia do Autor

Sabrina Espinele da Silva, Universidade Federal de Minas Gerais
Mestranda em Administração/Finanças pela Universidade Federal de Minas Gerais – CEPEAD/UFMG; Bacharela em Controladoria & Finanças pela UFMG 
Robert Aldo Iquiapaza, Universidade Federal de Minas Gerais
Doutor em Administração/Finanças pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMGProfessor Adjunto do Departamento de Ciências Administrativas da Faculdade de Ciências Econômicas – FACE/UFMG
Publicado
2017-08-30
Seção
Seção Nacional