A juventude como valor na modernidade líquida

Autores

  • Ana Paula Zarur
  • Jorge Lucio de Campos

Resumo

Desde meados do século XX, o mundo vem atravessando uma profunda transformação cultural. No intuito de captar a natureza da presente fase, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman recorreu à metáfora da “liquidez”. O mundo sólido precedente (moderno) estaria se derretendo, dando origem a uma segunda modernidade, fluida e difusa, de contornos mutantes e imprevisíveis. Nesse novo cenário, a juventude vem sendo tratada como um conceito publicitário, estrategicamente aplicado para criar, consolidar ou modificar o posicionamento de marcas, produtos e instituições. Signos a ela atribuídos constituem uma estética cujo espectro engloba artefatos e costumes relacionados ao corpo, à indumentária e ao comportamento. Nas sociedades de consumo a reificação desse ideal estético tornou-se um paradigma para tudo o que é desejável, atuando no mercado como um veículo de distinção e de legitimidade.

Palavras-chave: Juventude. Modernidade líquida. Bauman. Crise. Cultura.

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Publicado

2015-01-21

Como Citar

Zarur, A. P., & Campos, J. L. de. (2015). A juventude como valor na modernidade líquida. Temática, 11(1). Recuperado de https://periodicos.ufpb.br/index.php/tematica/article/view/22679

Edição

Seção

Artigos