A auto-mise-en-scène e a questão do ator involuntário no Cinema

Autores

  • Brian Hagemann
  • Denize Correa Araújo

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2026v22n1.77687

Palavras-chave:

Autoria. Atuação. Auto-mise-en-scène. Jury Duty. Teatro Invisível.

Resumo

Este artigo problematiza a autoria no cinema a partir do ator e a mise-en-scène, questionando a centralidade do diretor proposta pela politique des auteurs. O objetivo é analisar como o ator pode ser compreendido como coautor da obra audiovisual, especialmente em contextos híbridos entre ficção e documentário. O estudo toma como caso a série ficcional Jury Duty (2023), na qual um participante não informado sobre a encenação interfere na construção narrativa, configurando-se como um ator involuntário. A pesquisa adota uma abordagem analítico-interpretativa, combinando revisão bibliográfica e análise fílmica. Articulando estudos de star studies (Dyer, Gledhill), documentário (Nichols), auto-mise-en-scène (Comolli) e Teatro Invisível (Boal), argumenta-se que a criação sendo um processo coletivo e relacional, as performances espontâneas e não intencionais podem redefinir a autoria em uma produção artística.

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Publicado

2026-01-21

Como Citar

Hagemann, B., & Araújo, D. C. (2026). A auto-mise-en-scène e a questão do ator involuntário no Cinema. Temática, 22(1), 16–29. https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2026v22n1.77687

Edição

Seção

Artigos

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