O ódio que soa bem: política, cultura pop e a legitimação da violência

Autores

  • Camila da Silva Fernandes
  • Ângela Cristina Salgueiro Marques

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2026v22n4.78481

Palavras-chave:

Ódio. Cultura pop. Política. Violência. Inimizade.

Resumo

Este artigo analisa como discursos de ódio voltados contra imigrantes podem ser estetizados e tornados socialmente aceitáveis quando mediados pela linguagem da cultura pop. O estudo parte de análise do vídeo publicado em novembro de 2025 pelo Departamento de Segurança Nacional (DHS) dos Estados Unidos e pela Casa Branca, que utilizou a música All-American Bitch, de Olivia Rodrigo, para incentivar a autodeportação de imigrantes indocumentados. A peça, montada no formato de uma trend contemporânea de redes sociais, combina humor, ritmo e estética juvenil para suavizar a violência institucional da política migratória. A análise evidencia como afetos, enquadramentos midiáticos e práticas de espetacularização moldam a produção do inimigo e legitimam a exclusão.

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Publicado

2026-04-20

Como Citar

Fernandes, C. da S., & Marques, Ângela C. S. (2026). O ódio que soa bem: política, cultura pop e a legitimação da violência. Temática, 22(4), 53–68. https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2026v22n4.78481

Edição

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