A Ordem contra o Único: pertencimento, propriedade de si e formação subjetiva em Diablo III: A Ordem
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2026v22n10.81568Palavras-chave:
Diablo III: A Ordem. Max Stirner. Identidade. Transmídia. Literatura fantástica.Resumo
Este artigo analisa Diablo III: A Ordem, de Nate Kenyon, como romance de franquia transmidiática centrado na tensão entre herança coletiva, formação subjetiva e apropriação de si. O eixo teórico parte de Max Stirner, sobretudo da crítica às causas superiores, ao sagrado e às formas de sujeição moral. Stuart Hall contribui para compreender identidade, identificação e representação como processos históricos, relacionais e narrativos. Walter Block é mobilizado pontualmente para distinguir dano, coerção e juízo moral. A análise sustenta que Deckard Cain e Léa são construídos pela fricção entre linhagem, memória, violência simbólica e decisão prática. A Ordem Horádrica opera como instituição ambivalente: fornece sentido, arquivo e pertencimento, enquanto exige renúncia subjetiva. O romance converte a fantasia sombria de Diablo em problema comunicacional sobre franquias, mundos compartilhados e produção narrativa do sujeito.



