Júlia Medeiros e o memoricídio feminino: escrita, resistência e violência de gênero no sertão potiguar
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2026v22n10.81569Palavras-chave:
Júlia Medeiros. Memoricídio feminino. Escrita de mulheres. Violência de gênero. Feminismo.Resumo
Este artigo tem como objetivo resgatar a trajetória intelectual, política e jornalística de Júlia Medeiros, mulher potiguar que escreveu e atuou em um contexto marcado pela opressão patriarcal e pela violência de gênero. A partir de seus textos publicados na imprensa, de sua atuação como educadora, sufragista e vereadora, discute-se o apagamento histórico das mulheres — aqui compreendido como memoricídio feminino — e a exclusão sistemática de suas contribuições dos registros canônicos. Ao articular a experiência de Júlia Medeiros com reflexões teóricas sobre a invisibilidade das mulheres na história, especialmente a partir de Virginia Woolf, o artigo propõe a reconstituição de sua memória como um ato de justiça histórica e política.



