Atividade antifúngica de alecrim-pimenta (Lippia sidoides Cham.) sobre Candida spp.

  • Rayanne Sales de Araújo Batista
  • Géssica de Souza Silva
  • Suellen E. Feitosa Machado
  • Karlete Vânia Mendes Vieira

Resumo

O uso das plantas medicinais, nos países em desenvolvimento, tem sido amplamente observado como base normativa para a manutenção da saúde. Uma patologia de relevância comumente identificada pelos médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) em pacientes do gênero feminino são as Candidíases Vulvovaginal (CVV) e Oral (CO). De forma convencional, o tratamento das candidíases consiste na utilização de agentes antifúngicos de uso tópico e/ou sistêmico, sendo os derivados azólicos e poliênicos os mais comuns. Além dos efeitos adversos destes medicamentos, há crescente resistência por parte das cepas de Candida, fazendo com que surja uma demanda por formas terapêuticas eficientes, de baixo custo e fácil obtenção. Objetiva-se avaliar a atividade antifúngica da folha de Lippia sidoides cham. frente às principais espécies causadoras de candidíases oral e vulvovaginal, Foi utilizado o método teste de difusão em ágar para determinar a Atividade Antifúngica (AA) e a Concentração Inibitória Mínima (CIM) do extrato e óleo essencial, conforme procedimento recomendado pela Farmacopéia Brasileira IV edição. Tanto o extrato hidrolacoólico quanto o óleo essencial de Lippia sidoides Cham. obtiveram resultados satisfatórios, porém o óleo mostrou maior potencial antifúngico, enfatizado através dos resultados referente a AA de todas as espécies ensaiadas, obtendo melhor resultado para C. guilliermondii, assim como CIM em 4% para C. albicans. Porém existe a necessidade de estudos mais específicos e quantitativos para futuro desenvolvimento de produtos fitoterápicos que possam ser utilizados no controle das referidas infecções fúngica.
Publicado
2013-12-27
Seção
Artigo Científico