Água em três movimentos: sobre mitos, imaginário e o papel da mulher no manejo das águas

Autores

  • Loreley Garcia

Resumo

Pretende-se discutir a associação entre o feminino simbólico, frequentemente ligado ao elemento água, e o papel atribuído à mulher na formação de uma nova ética de manejo da água, adequada às necessidades do século XXI. Nas Metas para o Milênio (2000) e na Conferencia Internacional da Águas (Berlim,2001), a ONU destaca a eqüidade de gênero como um condicionante para a implantação da gestão sustentável dos recursos hídricos.A participação da mulher na tomada das decisões sobre o destino das águas garante efetividade e sustentabilidade, evitando políticas equivocadas na provisão eqüitativa de água. Ela garante o acesso a todos, bem como confere a todos responsabilidade na preservação dos ecossistemas. A escassez de água, sobretudo no meio rural, impacta muito mais mulheres e meninas, considerando que, na maioria das culturas, a divisão sexual do trabalho confere a elas tarefas de buscar, carregar, manipular e armazenar a água. Elas também detêm conhecimento acumulado sobre a localização, qualidade das águas e armazenamento que precisam ser resgatados. Criar uma nova cultura da água, implica interferir no imaginário social, repensar valores, comportamentos e adotar novos hábitos e atitudes.

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Publicado

2007-03-20

Como Citar

GARCIA, L. Água em três movimentos: sobre mitos, imaginário e o papel da mulher no manejo das águas. Gaia Scientia, [S. l.], v. 1, n. 1, 2007. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/gaia/article/view/2224. Acesso em: 14 jul. 2024.

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