Monitoramento de mídias sociais: um estudo comparativo em bibliotecas universitárias públicas federais

Resumo

A popularização da internet potencializou o uso das mídias sociais impactando diretamente no pensar e agir de indivíduos e organizações, dentre as quais destacam-se as bibliotecas. Este cenário marcado pelas manifestações humanas transformadas pelo meio digital exige reflexão e planejamento a respeito do modo como as bibliotecas tem se posicionado e utilizado as mídias sociais de forma que sejam relevantes e confiáveis motivando a interação e o engajamento de seus usuários. Este estudo comparativo, aplicado em duas bibliotecas universitárias públicas federais, avalia, por meio de monitoramento das mídias sociais, como e quanto estas unidades de informação tem se apropriado das redes sociais digitais no que se refere ao conteúdo e frequência das postagens e à interação com seus respetivos usuários. Para tanto, foram monitoradas as mídias sociais Facebook e Twitter de uma biblioteca de Minas Gerais e outra de Santa Catarina, no período de 4 a 31 de maio de 2017, por meio das ferramentas LikeAlyzer, Foller me, Fanpage Karma e Socialbakers, além da classificação manual por meio de observação sistemática. Os resultados obtidos mostram que o monitoramento de mídias sociais além de ser um instrumento fundamental para que a biblioteca tenha sucesso na promoção de seus produtos e serviços e em sua comunicação na sociedade contemporânea, é uma área nova, bastante promissora, a ser explorada pelos profissionais da informação por meio do aperfeiçoamento contínuo e do compartilhamento de conhecimento entre os pares.

Biografia do Autor

Maira Nani França, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
Bacharel em Biblioteconomia pela Escola de Biblioteconomia da Fundação Educacional Comunitária Formiguense (1997), especialista em Gerenciamento Estratégico da Informação pela Universidade de Uberaba (1999). Mestre em Tecnologias, Comunicação e Educação pela Faculdade de Educação da Universidade Federal de Uberlândia (2015). Doutoranda em Ciência da Informação da Universidade Estadual Paulista (Unesp, Marília, SP), Linha de Pesquisa: Informação e Tecnologia (2016-). É bibliotecário/documentalista da Universidade Federal de Uberlândia, desde 2004, onde atualmente coordena a Divisão de Atendimento ao Usuário do SISBI/UFU. Pesquisadora do Laboratório de Estudos de Comunicação, Tecnologia e Educação Cidadã (LECOTEC-UNESP), do Grupo de Pesquisa Novas Tecnologias em Informação (GPNTI-UNESP), do Grupo de Pesquisa Interfaces Sociais da Comunicação: Midias e Educação, Políticas e Culturas (CNPQ/UFU), do Grupo de Pesquisa Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação (CNPq/UFU) e do Grupo de Pesquisa GEINFO: Saberes e Fazeres em Informação e Conhecimento (UFBa). Membro eleito da Comissão Estatuinte da UFU, sendo também membro da Comissão de Sistematização e Redação, deste segmento e membro do GT8 - Tecnologias e Informação (ANCIB). 
Angela Maria Grossi de Carvalho, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
Graduação em Comunicação Social - habilitação em Jornalismo pela Universidade de Sorocaba (1999), mestrado em Educação pela Universidade Metodista de Piracicaba (2005), doutorado em Ciência da Informação pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2010) e pós-doutorado em Comunicação pela Universidade de Sevilha-Espanha (2011). Atualmente é docente do curso de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (Unidade de Marília) da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), pesquisadora do Laboratório de Estudos de Comunicação, Tecnologia e Educação Cidadã (LECOTEC-UNESP) e do Grupo de Pesquisa Novas Tecnologias em Informação (GPNTI). Coordenadora e Membro do Conselho do Curso de Jornalismo. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Jornalismo Especializado e Mídia e Tecnologia. Atua principalmente nos seguintes temas: Jornalismo Especializado e Segmentado, Mídias Digitais, Informação e Tecnologia, Políticas Públicas de Informação e Tecnologia (Inclusão e Cidadania Digital, Sociedade da Informação, Políticas de Informação).

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Publicado
2018-10-20