Isabel Angola e Margarida Crioula: duas escravas mandingueiras na Capitania de Goiás (1783-1804)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.2317-6725.2019v24n41.44591

Resumo

O artigo analisa a presença africana em Goiás a partir das práticas religiosas de sacerdotes e curandeiros. À luz dos trabalhos de Luís Nicolau Parés, João José Reis e Ira Berlin analisamos indícios presentes em fontes manuscritas de arquivos goianos sobre duas mandingueiras cativas. As principais questões que nortearam a pesquisa foram: quais eram as práticas religiosas realizadas por essas escravas em Goiás colonial? Em que medida as tradições religiosas africanas foram ressignificadas em território goiano? Conclui-se que, apesar da prevalência dos pretos minas, os angolas também desempenharam um papel importante nas práticas mágicas ressignificadas na região em análise. O envolvimento de crioulos em tais práticas sugere, ainda, a operacionalidade do “modelo pendular” de Ira Berlin, assim como uma relativização da afirmação de que a crioulização redundava em ladinização.

Biografia do Autor

Daniel Precioso, Universidade Estadual de Goiás

Doutor em História pela Universidade Federal Fluminense. Atualmente é professor da Universidade Estadual de Goiás.

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Publicado

2019-12-15

Como Citar

PRECIOSO, D. Isabel Angola e Margarida Crioula: duas escravas mandingueiras na Capitania de Goiás (1783-1804). Sæculum – Revista de História, [S. l.], v. 24, n. 41, p. 99–110, 2019. DOI: 10.22478/ufpb.2317-6725.2019v24n41.44591. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/44591. Acesso em: 25 jun. 2021.