O cinema à luz das teorias da complexidade de Edgar Morin:

uma reflexão produtiva para o momento atual

  • Marcos Kahtalian Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
  • Leda Tenório da Motta Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
Palavras-chave: Cinema, Teoria da complexidade, Edgar Morin

Resumo

O propósito deste artigo é evidenciar as relações produtivas entre as teorias da complexidade de Edgar Morin (1996) e o cinema, entendido a partir dessa moldura como arte complexa, prenunciadora de seu pensamento posterior. Joga-se aqui com a hipótese de que o entendimento do cinema como arte complexa pode ser relevante para a recente discussão sobre as diversas modalidades da visualização do filme, com o declínio percebido das salas de cinema como ponto de recepção do filme. Teoricamente serão mobilizados não apenas os aportes das teorias da complexidade e das redes culturais, mas também as contribuições específicas das teorias da forma cinematográfica e do cinema como prática social, também a partir de Morin (2014) e da discussão mais recente referente à ontologia do cinema, como se pode ver em Jacques Aumont (2012), entre outros autores.

Biografia do Autor

Marcos Kahtalian, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)

Doutorando em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Mestre em Multimeios pela UNICAMP (2001). Graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal Fluminense (1992). Tem experiência na área de Comunicação, Audiovisual e Administração e Pesquisa.

Leda Tenório da Motta, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)

Professora do Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da PUC/SP e membro da Rede Internacional de Pesquisadores Roland Barthes. Como pesquisadora do CNPq 1, desenvolve atualmente a pesquisa intitulada “Palavra, imagem e testemunho. Investigação sobre uma nova política do olhar”.  

Referências

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Publicado
2020-12-17
Como Citar
KAHTALIAN, M.; TENÓRIO DA MOTTA, L. O cinema à luz das teorias da complexidade de Edgar Morin:. Culturas Midiáticas, v. 13, n. 2, p. 22-38, 17 dez. 2020.
Seção
Comunicação Audiovisual e Impressa