QUANDO A TURBA VAI À LUTA: VIOLÊNCIA, RESISTÊNCIA E DIREITOS HUMANOS

Auteurs-es

  • Luziana Ramalho RIBEIRO
  • Gustavo Barbosa de Mesquita BATISTA

Résumé

A multidão, geralmente, é temida pelos governantes. Atribui-se às ações da multidão, as características da irracionalidade, da insegurança social e da desestabilização da ordem, por ser um movimento libertário e horizontal. Todavia, o Estado Moderno e a verticalização e institucionalização do poder e da violência não conseguiram estabilizar cenários racionais e civilizados para o exercício do controle social, especialmente, o punitivo. A promessa de ordenação do espaço social e mitigação da violência não foi cumprida pelas atuais formas de Estado. Pelo contrário, houve disseminação de várias formas de violência e uma constante violação dos direitos da multidão. Paralelamente, a multidão reage, a partir de uma força horizontal que se propõe em razão do medo e da insegurança diante da multiplicação das fontes de violência. Nesta reação, a multidão não define apenas bodes expiatórios ou pratica violências, mas reclama espaços políticos perdidos em favor do Estado e impõe novos limites e estratégias para o funcionamento deste. Assim, tais reações não são apenas fonte de violência, mas instrumentos de promoção política e de reconhecimento dos direitos humanos.

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Comment citer

RIBEIRO, L. R., & BATISTA, G. B. de M. (2015). QUANDO A TURBA VAI À LUTA: VIOLÊNCIA, RESISTÊNCIA E DIREITOS HUMANOS. Acta Semiótica Et Lingvistica, 19. Consulté à l’adresse https://periodicos.ufpb.br/index.php/actas/article/view/23459

Numéro

Rubrique

ARTIGOS