• Chamada para 2° Semestre de Âncora

    2019-07-02
    Eixo Temático: Estudos feministas e de gênero em jornalismo: história, metodologia e epistemologiaEditoras convidadas: Glória Rabay (UFPB), Gabriela Almeida (UFSC) e Jéssica Gustafson (UFSC).A trajetória da relação ambígua e potente entre o feminismo e a academia é longa. Dos chamados estudos de mulheres, até a década de 1970, ao campo dos estudos de gêneros, que se intensificaram a partir da década de 1980, a atuação de feministas dentro das universidades provocou tensionamentos em alicerces importantes do que tradicionalmente se entendia por conhecimento válido, assim como o perfil e atributos esperados para caracterizar o então sujeito produtor do saber científico. As feministas ingressam na academia e não apenas passaram a pesquisar a situação da mulher na sociedade, mas também denunciar o caráter masculinista da produção de conhecimento, questionando se a lógica acadêmica e científica em vigor até o momento poderia realmente dar vazão aos projetos feministas: “A procura por novas maneiras de pensar a cultura e o conhecimento marca estes estudos, com o questionamento dos paradigmas das ciências e as definições tradicionais de sociedade, política, público, privado, autonomia, liberdade, etc.” (ZIRBEL, 2007, p. 19).Passadas décadas desta entrada nada despretensiosa, o movimento feminista e sua atuação dentro da esfera acadêmica têm se deparado com questões importantíssimas, como a consideração da diferença dentro da diferença, de feminismos dentro do feminismo. A desconsideração de outros marcadores sociais, como raça, classe, sexualidade, etnia e geração, demonstrou seguir a mesma lógica opressora que tentavam combater. Substituir a universalidade do sujeito homem-branco-heterossexual pela da mulher-branca-heterossexual se tornou armadilha para a potencialidade do pensamento feminista e dos estudos de gênero. O conceito de interceccionalidade, cunhado por Kimberlé Crenshaw (2004) e lapidado por diversas outras teóricas, não pode ser mais desconsiderado. O resgate e disseminação da produção de feministas chicanas e latino-americanas vem proporcionando mais um salto político e teórico, trazendo o que Simone Pereira Schmidt (2015) chama de caminho ao Sul, uma “possibilidade para os estudos de gênero, em seu percurso nômade e contestador, descentrado, na fronteira, no exílio, e na intersecção” (SCHMIDT, 2015, p. 494).Essa breve introdução não foi escrita apenas para situar o momento e percurso dos estudos feminista e de gênero na academia, mas para embasar a pergunta: e o jornalismo com tudo isso? Na comunicação, as relações com os estudos feministas e de gênero no início da década de 2000 eram ainda pouco exploradas (ESCOSTEGUY;MESSA, 2008). Só na virada para a década de 2010, com volume e constância de pesquisas, que o espaço dos estudos feministas e de gênero no campo é reforçado. A institucionalização desse espaço ganhou expressividade nos encontros do ano de 2018 da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, com a criação do Grupo de Trabalho Comunicação, Gêneros e Sexualidade, e da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo, com a mesa de trabalhos Mulheres e questões de gênero.Podemos afirmar que os estudos feministas e de gênero atravessam por completo o jornalismo, da sua produção à recepção, na maior parte do mundo. Prova dessa afirmativa são alguns dos estudos produzidos ao longo dos anos 2000. São pesquisas que buscam identificar o lugar das questões de gênero na notícia (FERNANDES, 2015; COSTA, 2015; MARTINS, 2010; VEIGA DA SILVA, 2010), na profissão do jornalismo (PORTELA, 2015; DIAS, 2001; MATOS, 2006; CRIADO, 2001) e investiga o conhecimento do jornalismo a partir de uma perspectiva feminista (VEIGA DA SILVA, 2015). Além disso, os estudos apresentam dados de proporções globais (VELOSO, 2013). Saiba mais sobre Chamada para 2° Semestre de Âncora
  • Âncora prorroga prazo para envio de artigos

    2019-02-14
    O Dossiê "Jornalismo, Ciências Sociais e Humanas: intersecções, transversalidades e fronteiras", que tratará sobre o campo reflexivo do jornalismo e os contributos fundamentais das áreas das ciências humanas e sociais. A nova data limite para o envio de artigos: 26 de março de 2019Link pra submissão: http://www.periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/ancora/about/submissions#onlineSubmissions Saiba mais sobre Âncora prorroga prazo para envio de artigos
  • PROGRAME-SE: ÂNCORA lança chamadas para 2019

    2018-12-12
    Para o 1° Semestre o  Eixo Temático será: "Jornalismo, Ciências Sociais e Humanas: intersecções, transversalidades e fronteiras."http://bit.ly/2QNieXPNo 2° Semestre, Eixo Temático será: "Estudos feministas e de gênero em jornalismo: história, metodologia e epistemologia." Editoras convidadas: Glória Rabay (UFPB), Gabriela Almeida (UFSC) e Jéssica Gustafson (UFSC).http://bit.ly/2UCjYCy Saiba mais sobre PROGRAME-SE: ÂNCORA lança chamadas para 2019
  • ÂNCORA lança chamada para o 2º semestre de 2019

    2018-12-12
    Eixo Temático: Estudos feministas e de gênero em jornalismo: história, metodologia e epistemologiaEditoras convidadas: Glória Rabay (UFPB), Margarete Almeida (UFPB), Gabriela Almeida (UFSC) e Jéssica Gustafson (UFSC).A trajetória da relação ambígua e potente entre o feminismo e a academia é longa. Dos chamados estudos de mulheres, até a década de 1970, ao campo dos estudos de gêneros, que se intensificaram a partir da década de 1980, a atuação de feministas dentro das universidades provocou tensionamentos em alicerces importantes do que tradicionalmente se entendia por conhecimento válido, assim como o perfil e atributos esperados para caracterizar o então sujeito produtor do saber científico. As feministas ingressam na academia e não apenas passaram a pesquisar a situação da mulher na sociedade, mas também denunciar o caráter masculinista da produção de conhecimento, questionando se a lógica acadêmica e científica em vigor até o momento poderia realmente dar vazão aos projetos feministas: “A procura por novas maneiras de pensar a cultura e o conhecimento marca estes estudos, com o questionamento dos paradigmas das ciências e as definições tradicionais de sociedade, política, público, privado, autonomia, liberdade, etc.” (ZIRBEL, 2007, p. 19). Saiba mais sobre ÂNCORA lança chamada para o 2º semestre de 2019
  • ÂNCORA lança nova chamada internacional para Vol. 6, n. 1, 2019

    2018-12-03
    Jornalismo, Ciências Sociais e Humanas: intersecções, transversalidades e fronteirasO campo reflexivo do jornalismo, ao longo da sua trajetória histórica, recebeu contributos fundamentais das áreas das ciências humanas e sociais, num debate que promoveu intersecções relevantes para a sua compreensão como um campo de conhecimento. Pesquisadores de diferentes áreas de estudo e países se interessam às interfaces do jornalismo com a literatura (Martinez, 2016; Ruellan, 2007; 1997), a sociologia (Goulet; Ponet, 2009; Tavernier, 2009), a história (Romancini, 2010) entre outras áreas.É certo que, nos últimos cinquenta anos, sobretudo no Brasil, com a ampliação dos cursos de graduação e pós-graduação na área, e o fortalecimento das redes de pesquisa, o campo jornalístico foi ganhando autonomia e especificidade sem, entretanto, abdicar do relevante espaço inter e multidisciplinar que o constituiu como campo de saber. Saiba mais sobre ÂNCORA lança nova chamada internacional para Vol. 6, n. 1, 2019
  • Appel à articles Vol.6, n. 1, 2019 - Dossier thématique Journalisme, sciences sociales et humaines : intersections, transversalité et frontières

    2018-12-03
    Dossier ThématiqueJournalisme, sciences sociales et humaines : intersections, transversalité et frontièresLe domaine de réflexion du journalisme, tout au long de sa trajectoire, a reçu des contributions fondamentales des sciences humaines et sociales, dans un débat qui a favorisé des intersections pertinentes pour sa compréhension en tant que domaine de connaissance. Des chercheurs de différents pays e domaine d'études s'intéressent aux interfaces entre le journalisme et la littérature (Martinez, 2016, Ruellan, 2007, 1997), la sociologie (Goulet, Ponet, 2009, Tavernier, 2009) entre autres domaines.Il est vrai qu’au cours des cinquante dernières années, en particulier au Brésil, avec l’expansion de l’enseignement supérieur et le renforcement des réseaux de recherche, le domaine d’étude sur le journalisme a acquis une autonomie et une spécificité sans pour autant mettre à l’écart les espaces interdisciplinaire et multidisciplinaire qui le constitue comme un champ de connaissance. Saiba mais sobre Appel à articles Vol.6, n. 1, 2019 - Dossier thématique Journalisme, sciences sociales et humaines : intersections, transversalité et frontières
  • Colabore com novo dossiê de Âncora

    2018-08-01
    O Vol.5. N.1 da Revista Âncora teve que reestruturar sua última chamada, em razão dos conjuntos dos artigos que recebeu em fluxo contínuo. Assim, o próximo número relativo aos meses Jan-Jun 2018 terá o seguinte Eixo Temático: Jornalismo Profissional: processos, práticas e técnicas.Estamos em fase adiantada de editoração, mas ainda podemos receber colaborações, abarcando o jornalismo profissional, suas práticas, suas técnicas, impactadas pelos processos tecnológicos. Saiba mais sobre Colabore com novo dossiê de Âncora
  • ÂNCORA divulga chamada para seu Vol.5 N.2: IMPRENSA, Mídia e Poder

    2018-06-11
    Os episódios recentes que marcaram o cenário político brasileiro, culminando, em 31 de agosto de 2016, com o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, mobilizaram quatro grandes instâncias de poder: o judiciário, o legislativo, o econômico e o midiático que abarca a imprensa e vários formatos jornalísticos. Toda essa dinâmica de poderes associada a uma cena política   com traços visivelmente conservadores, influenciou segmentos da opinião pública que se posicionaram através de vertentes polarizadas com a produção  e circulação de narrativas díspares e, por vezes, inconciliáveis.De um lado, estavam os partidários do impeachment que encontraram principalmente na esfera da grande mídia, uma narrativa hegemônica predominantemente favorável à destituição da presidenta. De  outro, os adeptos e produtores de conteúdos vinculados às  mídias "independentes", com destaque a um conjunto diversificado  de experiências materializadas no universo digital, centradas   em narrativas críticas, contestando o que foi enunciado como “golpe”. Saiba mais sobre ÂNCORA divulga chamada para seu Vol.5 N.2: IMPRENSA, Mídia e Poder
  • Laboratório de Jornalismo e Editoração da UFPB | Lançamento de livros

    2017-12-20
    No decorrer dos anos 2016 e 2017, o Laboratório de Jornalismo e Editoração (Laje), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), lançou seis livros em formato eletrônico, publicou um Anais do I Simpósio Internacional sobre Jornalismo em Ambientes Multiplataforma e disponibilizou seis edições da Revista Latino-americana de Jornalismo - ÂNCORA (B1 - Educação e B4 - Comunicação e Informação).As publicações acadêmicas marcaram o período de gestão do professor Pedro Nunes frente a coordenação do Laje. O referido laboratório e a Revista ÂNCORA serão coordenados pela professora Joana Belarmino (2018-2019).  Saiba mais sobre Laboratório de Jornalismo e Editoração da UFPB | Lançamento de livros
  • Prorrogada a Chamada de Artigos e Relatos Profissionais em Jornalismo para a Revista ÂNCORA Vol 4, N.2, 2017

    2017-10-10
    O debate clássico pensou o jornalismo como ofício e como narrativa de mediação social. A partir desse pressuposto, esta edição da revista Âncora propõe refletir como, na atualidade, o campo jornalístico vivencia uma das mais agudas crises quanto ao seu modelo de negócios, no que diz respeito às práticas, processos e produtos, começando a adaptar-se à era da convergência com narrativas marcadas por exigências dos dispositivos multiplataforma, gerando um conjunto amplo de reflexões e produções.Nesse cenário contemporâneo, ampliam-se os suportes e os modos de narrar as esferas da produção e da circulação, nas quais fatos encenados em narrativas são distribuídos e consumidos como notícia. Há, agora,  uma audiência ativa, participativa, que colabora, replica, dissemina, cria, produz e, muitas vezes,  chega antes do jornalista ao próprio acontecimento. Saiba mais sobre Prorrogada a Chamada de Artigos e Relatos Profissionais em Jornalismo para a Revista ÂNCORA Vol 4, N.2, 2017
  • Revista ÂNCORA publica chamada de trabalhos para 2017 | Jornalismo de Esportes

    2016-03-16
    ► Chamada de Artigos, Volume 4, Número 2 (2017)Eixo Temático: JORNALISMO DE ESPORTES: o campo, o corpo e a comunicaçãoA Revista ÂNCORA | Vol 4 – Nº 2 | 2017 recebe artigos, relatos acadêmicos, resenhas e entrevistas sobre o tema JORNALISMO DE ESPORTES: o campo, o corpo e a comunicação, tendo como eixo norteador os seguintes tópicos: História, constituição e transformações do campo do jornalismo de esportes em suas várias plataformas de operação: veículos impressos, cinema, televisão, rádio e redes digitais. Dinâmicas e linguagens do Jornalismo de Esportes em diferentes Mídias, Hipermídias canais abertos e fechados. Ética, publicidade e mershandising nas coberturas jornalísticas de esportes. Atuação profissional do Jornalista de Esportes. Construção de narrativas midiáticas que tomam o campo do esporte como protagonista. Coberturas jornalísticas de Copas do Mundo no Brasil (1950 e 2014). Coberturas jornalísticas dos Jogos Olímpicos e sua relação com o evento no Brasil em 2016 | Brasil. Convergência e Mobilidades no Jornalismo de Esportes. Jornalismo de Esportes na televisão pública e sua relação com a disseminação de práticas esportivas fomentadas pelo Estado. Coberturas jornalísticas: Manifestações das torcidas e suas disseminações pelas redes sociais. Práticas corporais institucionalizadas ou não e sua presença na mídia esportiva. Editor Convidado – Professor Dr. Edônio Alves do Nascimento – UFPB. Envio de artigos em regime de fluxo contínuo. Os artigos recebidos até o final de março de 2017 serão encaminhados para esta edição de Jul. a Dez. de 2017 tendo como Eixo Temático JORNALISMO DE ESPORTES: o campo, o corpo e a comunicação.Os artigos devem ser enviados para revistaancoraufpb@gmail.com, com CÓPIA para edonioalves@gmail.com (Editor Convidado) ou através do próprio sistema da Revista ÂNCORA em regime de fluxo contínuo.Confira as outras chamadas: Revista ÂNCORA | Chamada de trabalhos para 2016 e 2017 Saiba mais sobre Revista ÂNCORA publica chamada de trabalhos para 2017 | Jornalismo de Esportes
  • Depoimentos | O futuro do Jornalismo

    2015-12-03
    Por ocasião do II Simpósio Internacional sobre Jornalismo em ambientes Multiplataforma realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFPB e Revista ÂNCORA no período de 23 a 25 de novembro de 2015, o jornalista, Emerson Saraiva realizou uma série de entrevistas sobre o futuro do jornalismo. Disponibilizamos trechos dessas entrevistas com os professores doutores João Canavilhas - UBI Portugal, Lívia Cirne - UFMA e Suzana Barbosa - UFBA.Depoimento – João Canavilhas | O futuro do JornalismoDepoimento - Lívia Cirne | O futuro do Jornalismo Depoimento – Suzana Barbosa | O futuro do JornalismoDepoimento - Juliana Colussi | O futuro do Jornalismo Saiba mais sobre Depoimentos | O futuro do Jornalismo
  • Revista ÂNCORA publica chamada de trabalhos para 2017

    2015-09-02
    A Revista Latino-americana de Jornalismo - ÂNCORA realiza chamada de trabalhos acadêmicos para as próximas  três edições (2016 e 2017) tendo como que tenham de  reflexões tema JORNALISMO em ambientes MULTIPLATAFORMA.  O Volume 3, Número 1 (2016) de ÂNCORA será  dedicado aos estudos relacionados aos Conceitos e experiências de Jornalismo Multiplataforma . O Volume 3, Número 2 (2016) terá eixo temático - Mobilidades no Jornalismo e o Volume 4, Número 1 (2017) versará sobre Jornalismo e Acessibilidade em Ambientes Multiplataforma . Saiba mais sobre Revista ÂNCORA publica chamada de trabalhos para 2017
  • Mestrado em Jornalismo da UFPB finaliza semestre letivo de 2015 com a defesa de 16 dissertações

    2015-06-26
    O Programa de Pós-graduação em Jornalismo - PPJ e a Revista Âncora da Universidade Federal da Paraíba disponibilizam relação das dissertações defendidas no primeiro semestre letivo do ano de 2015. O PPJ, é o primeiro mestrado de natureza profissional do país na área do jornalismo, tendo aprovado a sua primeira turma no ano de 2013. Saiba mais sobre Mestrado em Jornalismo da UFPB finaliza semestre letivo de 2015 com a defesa de 16 dissertações