O pensar indígena como reflexão de fronteira
DOI:
https://doi.org/10.18012/arf.v12i3.74328Palavras-chave:
pensamento indígena, fronteira, decolonização, epistemologia, saberes tradicionaisResumo
O artigo propõe o reconhecimento do pensamento indígena como uma forma legítima e potente de filosofia e epistemologia, destacando seu caráter enraizado, coletivo e relacional. Longe de ser um simples saber tradicional, o pensar indígena constitui-se como uma reflexão de fronteira, surgida da resistência à colonialidade e da alteridade em relação ao pensamento ocidental moderno. O artigo defende que o pensamento indígena não apenas critica o modelo hegemônico, mas propõe alternativas — novos modos de existir, conhecer e conviver — que desafiam os limites da racionalidade moderna e apontam para a construção de outros mundos possíveis.
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