O pensar indígena como reflexão de fronteira

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18012/arf.v12i3.74328

Palavras-chave:

pensamento indígena, fronteira, decolonização, epistemologia, saberes tradicionais

Resumo

O artigo propõe o reconhecimento do pensamento indígena como uma forma legítima e potente de filosofia e epistemologia, destacando seu caráter enraizado, coletivo e relacional. Longe de ser um simples saber tradicional, o pensar indígena constitui-se como uma reflexão de fronteira, surgida da resistência à colonialidade e da alteridade em relação ao pensamento ocidental moderno. O artigo defende que o pensamento indígena não apenas critica o modelo hegemônico, mas propõe alternativas — novos modos de existir, conhecer e conviver — que desafiam os limites da racionalidade moderna e apontam para a construção de outros mundos possíveis.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ricardo Valim, Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Doutorando em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Mestre em Filosofia pela Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Participante do GT Pensamento Filosófico Brasileiro da ANPOF - Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia. Membro do GET - Grupo de Estudos em Educação, Filosofia e Tecnologias do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Rondônia.

Referências

ANZALDÚA, Gloria. Borderlands/La Frontera: The New Mestiza. San Francisco: Aunt Lute Books, 1987.

BOFF, Leonardo. Cuidar da Terra, proteger a vida: como evitar o fim do mundo. Rio de Janeiro: Record, 2010a.

BOFF, Leonardo. Ecologia, mundialização e espiritualidade: a emergência de um novo paradigma. São Paulo: Ática, 1993.

BOFF, Leonardo. Ética e Ecoespiritualidade. Petrópolis: Vozes, 2010b.

BOFF, Leonardo. Saber cuidar: ética do humano – compaixão pela terra. Petrópolis, RJ: Vozes, 1999.

BOFF, Leonardo. Sustentabilidade: o que é – o que não é. Petrópolis, RJ: Vozes. 2012.

CAMPOS, Mayã Polo de; SILVA, Joseli Maria. ‘Teu Corpo é o Espaço mais Teu Possível’: Construindo a análise do corpo como espaço geográfico. Revista da ANPEGE, [S. l.], vol. 16, nº 31, p. 101–114, 2021. DOI: 10.5418/ra2020.v16i31.10750. Disponível em: https://ojs.ufgd.edu.br/anpege/article/view/10750. Acesso em: 30 maio. 2025.

KAMBEBA, Márcia Wayna. Ay Kakyri Tama - Eu moro na cidade. Manaus: Grafisa Gráfica e Editora, 2013.

KAMBEBA, Márcia Wayana. O Lugar do Saber. São Leopoldo: Casa Leiria, 2020.

KRENAK, Ailton. A Vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020a.

KRENAK, Ailton. Futuro Ancestral. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.

KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do Mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

KRENAK, Ailton. O amanhã não está à venda. São Paulo: Companhia das Letras, 2020b.

MARTINS ROCHA, Daiane. Bioética da Intervenção e epistemologia decolonial: Os saberes dos povos da Amazônianos cuidados à saúde. Aufklärung: journal of philosophy, [S. l.], vol. 9, nº esp, p. 11–22, 2022. DOI: 10.18012/arf.v9iesp.64030. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/arf/article/view/64030. Acesso em: 28 maio. 2025.

MUDIMBE, Valentin-Yves. A invenção de África: Gnose, Filosofia e a ordem do conhecimento. Luanda: Mulemba, 2013.

NIEVES-LOJA, Gerardo Miguel. El carácter reconstrutivo de la justicia indígena, en Chimborazo: perspectiva ética. Aufklärung: journal of philosophy, [S. l.], vol. 2, nº 2, p. p.79–102, 2015. DOI: 10.18012/arf.2016.25426. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/arf/article/view/25426. Acesso em: 28 maio. 2025.

RODRIGUEZ, Milagros Elena. Propiedades de los rizomas como esência de las investigaciones decoloniales planetaria-complejas. Aufklärung: journal of philosophy, [S. l.], vol. 10, nº 2, p. 97–108, 2023. DOI: 10.18012/arf.v10i2.63739. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/arf/article/view/63739. Acesso em: 28 maio. 2025.

SANTOS, Genivaldo de Souza. Aprendendo com os povos indígenas a adiar o fim do mundo: interculturalidade e decolonialidade a partir de Ailton Krenak. In: CARVALHO, Alonso Bezerra de. (org.). Educação, ética, interculturalidade e saberes decoloniais. Marília: Oficina Universitária; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2022. p. 205-226. DOI: https://doi.org/10.36311/2022.978-65-5954-212-3.p205-226. Disponível em: https://ebooks.marilia.unesp.br/index.php/lab_editorial/catalog/book/291.Acesso em: 28 maio. 2025.

SANTOS, Boaventura de Sousa. Para além do pensamento abissal: das linhas globais a uma ecologia de saberes. In: SANTOS, Boaventura de Sousa; MENESES, Maria Paula G. (Org.). Epistemologias do Sul. São Paulo: Cortez, 2010a, p. 31-83.

SANTOS, Boaventura de Sousa. Um Ocidente Não-Ocidentalista?: A Filosofia à Venda, A Douta Ignorância e a Aposta de Pascal. In: SANTOS, Boaventura de Sousa; MENESES, Maria Paula G. (Org.). Epistemologias do Sul. São Paulo: Cortez, 2010b, p. 445-486.

VALIM, Ricardo; BOCCA, Francisco Verardi. Quem Deve (Ou Pode) Cuidar do Meio Ambiente? Uma reflexão filosófica-decolonial. Clareira - Revista de Filosofia da Região Amazônica, vol. 11 nº. 1, p. 23-40, 2025a. Disponível em: https://periodicos.unir.br/index.php/clareira/article/view/8262. Acesso em: 26 mar 2025.

VALIM, Ricardo. Ontologia e Ética no Pensamento Indígena Brasileiro: Análise das ontologias tupi-guarani e yanomami. Porto Alegre: Editora Fundação Fênix, 2024.

VALIM, Ricardo; GIACOIA JR, Oswaldo. O Poder dos Afetos: uma possível leitura do corpo a partir de Espinosa e do pensamento indígena. Guairacá - Revista de Filosofia, vol. 41, nº 1, p. 172-189, 2025b. Disponível em: https://revistas.unicentro.br/index.php/guaiaraca/article/view/7889. Acesso em: 25 mai 2025.

VALIM, Ricardo; PERPETUO ALVES SOARES, Domingos. Projeto e Contemplação como Prática Educativa de Filosofia. Revista Kalágatos, [S. l.], vol. 22, nº 2, p. e25016, 2025c. DOI: 10.52521/kg.v22i2.14862. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/kalagatos/article/view/14862. Acesso em: 9 abr. 2025.

VALENTIM, Marco Antonio. Xawara: capitalismo e pandemia desde A queda do Céu: Capitalism and pandemic after “The Falling Sky”. Tellus, [S. l.], nº 44, p. 255–276, 2021. DOI: 10.20435/tellus.vi44.722. Disponível em: https://tellusucdb.emnuvens.com.br/tellus/article/view/722. Acesso em: 28 maio. 2025.

Arquivos adicionais

Publicado

2025-12-29

Como Citar

Valim, R. (2025). O pensar indígena como reflexão de fronteira. Aufklärung: Journal of Philosophy, 12(3), p.245–268. https://doi.org/10.18012/arf.v12i3.74328

Edição

Seção

Artigos

Artigos Semelhantes

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.