Regras e indeterminação: ideias para uma morfologia da obra musical
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Resumo
O artigo propõe abordar a ontologia da obra musical de uma perspectiva não-metafísica, transferindo os problemas da ontologia para a teoria da ação. A obra de John Cage e a filosofia de Ludwig Wittgenstein são essenciais a este projeto, que culmina em um reconhecimento da auto-colocação por cada obra de suas condições de identificação (contra a identificação generalizante de todas as obras pela ontologia). Também a transferência para a teoria da ação coloca uma alçada crítica para a obra singular, enquanto questionamento da própria instituição-arte responsável em parte pela sua constituição. Isto é brevemente esboçado na conclusão do artigo, porém seu desenvolvimento é deixado em seus detalhes a outras exposições.
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