Pagode: De templo hindu a ativo econômico

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Nei Lopes

Abstract

O termo “pagode”, presente na língua portuguesa desde o século XVI, tem origem no sânscrito bhaggavati, através de idiomas como o malaiala (pagôdi) ou o tamul (pagõdi), nos quais designa principalmente o templo hinduísta ou budista. Com as navegações portuguesas, o vocábulo ganhou a acepção de “festa ruidosa”, “folia”, certamente a partir da percepção dos navegadores sobre aqueles ambientes de socialização, repletos de gente, rezas, trocas, música etc. Com o significado de diversão popular, a palavra teria sido usada no texto de uma peça teatral intitulada Ulissipo, em 1547, sendo retomada no Brasil, no século XX, em gravações comerciais de músicas de variadas vertentes. E, aí, na música sertaneja do Sudeste passou a denominar o estilo antes conhecido como “recortado”, na mesma quadra histórica em que, curiosamente, o nordestino Luiz Gonzaga gravava no Rio de Janeiro uma polca intitulada “Pagode Russo”, datada de 1946

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How to Cite
Nei Lopes. (2020). Pagode: De templo hindu a ativo econômico. Claves, 2020(2), 29–31. Retrieved from https://periodicos.ufpb.br/index.php/claves/article/view/57036
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References

Antonio Geraldo da Cunha, Dicionário etimológico Nova Fronteira: Rio de Janeiro: 1982.
Enciclopédia da música brasileira: 2ª ed.: São Paulo: Publifolha ; 1998.