TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E GERAÇÃO DE ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA: REVISÃO SISTEMÁTICA DO PANORAMA NACIONAL E INTERNACIONAL
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1982-3878.2024v18n1.66519Resumo
O objetivo deste trabalho foi analisar as principais vantagens e desvantagens da energia solar fotovoltaica no Brasil e nos cinco países que mais a produzem. Para isso, foi realizada uma revisão sistemática em trabalhos científicos, considerando apenas a área de ciências ambientais, publicados em bases de dados com acesso gratuito no período de 2016 a 2021, com Qualis Capes (avaliação - 2013 a 2016) entre os estratos A1 e B2, escritos em português e inglês. Foram selecionados 3.026 trabalhos, dos quais 62 atenderam aos critérios da pesquisa. Foram identificadas 26 vantagens, sendo as mais citadas: ausência/baixa emissão de gases do efeito estufa; possibilidade de utilização em áreas remotas, locais alternativos e em diferentes atividades econômicas; alto custo-benefício considerando a vida útil; diversificação da matriz elétrica e o fato de ser fonte de energia limpa, abundante e confiável. Foram identificadas 18 desvantagens, sendo as mais citadas: alto custo inicial; necessidade de aumentar regulamentações adequadas para os obstáculos não econômicos que podem prejudicar a eficácia das políticas e esquemas de apoio; falta de modelos de negócios para financiamento no setor privado; dependência das condições climáticas/funcionamento por período limitado. Os dados da pesquisa mostraram que o número de citações e a quantidade de vantagens são bem superiores aos das desvantagens, o que sugere o alto potencial do uso da energia solar fotovoltaica e de seus benefícios socioambientais e econômicos.


