GEOGRAFIA DOS HIDRONEGÓCIOS: UMA LEITURA DAS HIDROFRONTEIRAS DO CAPITAL NA BACIA DO TELES PIRES EM MATO GROSSO

Autores/as

  • Ivan de Sousa Soares Universidade do Estado de Mato Grosso
  • Vicente Eudes Lemos Alves Universidade de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1982-3878.2026v20n1.72574

Resumen

O artigo analisou elementos da expansão dos hidronegócios em Mato Grosso, com ênfase nos empreendimentos na Bacia do Teles Pires, intentando investigar essas infraestruturas no interior das políticas do setor elétrico brasileiro e compreender como esse processo instrumentaliza-se nessa área histórica de expansão das fronteiras agrohidrominerais, dessa maneira, identificando as especificidades da ocupação desse amplo espaço do interior do Brasil. Esse processo estabelece-se mormente em razão dos gradativos processos de neoliberalização, na medida em que a financeirização como padrão sistêmico de riqueza do capitalismo contemporâneo, tende a adentrar as diferentes atividades da vida econômica. Para tanto, indica-se que a financeirização, como pano de fundo, atrelada às políticas setoriais, denota importantes processos no âmago da mudança funcional do Estado, ao passo que revela modificações cruciais no uso do território e no protagonismo de agentes econômicos, frente às rodadas de neoliberalização do setor elétrico. Como resultado das rodadas de neoliberalização desse setor no início dos anos 2000, ocorre a expansão dos hidronegócios, atrelada às novas formas de compartilhamento entre Estado e capital, sobretudo em relação ao entrecruzamento com setores do capital financeiro, estabelecendo-se com isso um padrão sistêmico que emerge como importante setor de canalização de capitais excedentes, em razão das ambiências corporativas gestadas nas instituições de Estado. Desse modo, as hidrofronteiras do capital emergem como síntese do atual padrão de reprodução do capital, sob o qual os recursos territoriais são postos nos circuitos mais longínquos, por meio do domínio de acionistas de diferentes fundos de investimentos e instituições de envergadura, como ocorre nos empreendimentos da Bacia do Rio Teles Pires.

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Publicado

2026-06-26

Cómo citar

de Sousa Soares, I., & Lemos Alves, V. E. (2026). GEOGRAFIA DOS HIDRONEGÓCIOS: UMA LEITURA DAS HIDROFRONTEIRAS DO CAPITAL NA BACIA DO TELES PIRES EM MATO GROSSO. OKARA: Geografia Em Debate, 20(1), 162–186. https://doi.org/10.22478/ufpb.1982-3878.2026v20n1.72574

Número

Sección

Artigos