O CICLO DA BORRACHA E A APROPRIAÇÃO DO TERRITÓRIO AMAZÔNICO: RESISTÊNCIA INDÍGENA E MIGRAÇÃO NORDESTINA PARA A AMAZÔNIA
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1982-3878.2025v19n2.74478Resumo
O presente texto se propõe a uma revisão bibliográfica da apropriação capitalista da Amazônia a partir do ciclo da borracha, iniciado nos anos iniciais do século XIX. Esse processo reconfigurou ainda mais o território com a inserção de novos atores, promovendo a integração da região nos circuitos globais do capitalismo industrial, acentuando conflitos territoriais, estimulando migrações internas (como a nordestina) e provocando novas formas de resistência. Assim, o objetivo deste texto é discutir as transformações socioespaciais da região amazônica a partir da exploração da borracha e da migração nordestina, ressaltando a continuidade histórica dos processos de violência, resistência e (re)invenção dos modos de vida na Amazônia. Metodologicamente, assenta-se na revisão da literatura crítica sobre o tema, priorizando autores que discutem os processos históricos de exploração da Amazônia, a dinâmica da economia extrativista e as formas de resistência dos povos indígenas e migrantes. Foram analisados textos clássicos e recentes que abordam aspectos históricos, econômicos, sociais e geopolíticos da formação territorial amazônica.


