A SUBJETIVIDADE PRODUZIDA POR IMPERATIVOS SOCIAIS E SEUS REFLEXOS SOBRE O CORPO SEXUALIZADO

  • Klayton Santana Porto Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB
  • Luana Silva Santana
  • Almir Oliveira Soares Neto
  • Solange Lucas Ribeiro
Palavras-chave: Subjetividade, Corpo Sexualizado, Poder

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar de que forma o poder disciplinar atinge diretamente o corpo sexualizado do indivíduo e quais são as implicações desta realidade no mundo contemporâneo. Para isso, será utilizado como fundamentação teórica Erich Fromm, com o objetivo de analisar as implicações emocionais relacionadas ao desenvolvimento da sociedade capitalista e principalmente, os livros de Foucault: Vigiar e Punir (1999) e História da sexualidade: a vontade de saber, (1977). Por meio deste estudo, pôde-se perceber que a demasiada preocupação com o corpo presente na sociedade contemporânea denota o imperativo do corpo sexualizado, resultado do exercício no domínio e controle efetuados pela sociedade sobre o indivíduo. Isso não ocorre em consequência de um poder centralizado, mas sim por um controle exercido de forma periférica, no qual a própria sociedade estrutura padrões de condutas assumidas pelos sujeitos que lhe constituem.

Biografia do Autor

Klayton Santana Porto, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB

Doutor e mestre em Ensino, Filosofia e História das Ciências pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professor Adjunto da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).

Luana Silva Santana

Doutoranda em Ensino, Filosofia e História das Ciências pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professora da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) e da Faculdade Independente do Nordeste (FAINOR).

Almir Oliveira Soares Neto

Mestrando em Ensino, Filosofia e História das Ciências (UFBA).

Solange Lucas Ribeiro

Doutora em Educação pela Universidad Del Mar/Chile. Mestre em Educação Especial pelo Centro de Referência Latino-Americano para a Educação Especial Cuba/Universidade Estadual de Feira de Santana. Professora do Mestrado em Educação da Universidade Estadual de Feira de Santana.

Referências

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Publicado
2020-05-19
Seção
Artigos

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