Os santos transexuais das igrejas e o biopoder do discurso sobre o cuidado de si
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1982-6605.2025v22n1.74792Resumo
Este artigo investiga a canonização de santos trans na Idade Clássica e Idade Média nas figuras de: Santa Eugênia, Santa Marina e Santa Eufrosina, articulando a análise das práticas de opressão de gênero na religião e na vida social no passado, para compreender o estigma visto no presente, no qual parte da religião cristã (católica e evangélica), no ato de fala, ao interpretar textos bíblicos na
formação de discursos institucionais, gera estigma, abalo psíquico e suicídio às pessoas trans que se sentem excluídas em espaços do Sagrado. Neste estudo, aborda-se como as práticas de canonização e a legitimação da santidade em corpos com gênero oposto ao nascimento eram usadas como ferramentas para controlar e normatizar a identidade destas pessoas. Dessas formas de opressão
das igrejas, estabelecidas desde os primeiros séculos da era cristã, mudaram apenas seus dispositivos de biopoder. A opressão se mantém na contemporaneidade e é sustentada não só pela igreja, mas por outras instituições, como se o tempo e o espaço permanecessem estáticos no conceito do estigma em mais de 2 mil anos. Para elaborar este estudo, adotou-se uma abordagem
qualitativa, baseada na revisão de textos hagiográficos, documentos históricos e pesquisas contemporâneas sobre identidade de gênero na esfera religiosa.
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