No limiar da própria pele:

a bruxa como corpo monstruoso na obra de Robert Eggers

Autores

  • Naê Della'Parma Prieto Salatim Pontifícia Universidade Católica de Campinas
  • Paulo Augusto de Souza Nogueira Pontifícia Universidade Católica de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1982-6605.2026v23n1.76685

Resumo

O artigo investiga a figura da bruxa como corpo monstruoso através do filme “A Bruxa” (2016) de Robert Eggers, bem como as implicações do seu devir-monstro, contextualizando-o na onda emergente do pós-horror como um subgênero do cinema de terror. O estudo propõe uma análise do corpo monstruoso da bruxa como um corpo cultural, que catalisa questões econômicas, de gênero, sexualidade e religião. A metodologia do estudo é qualitativa e bibliográfica. A análise se baseia especialmente na teoria do monstruoso de Jeffrey Cohen e na compreensão do cinema como projeção do imaginário cultural desenvolvida por Edgar Morin, para compreensão do fenômeno da bruxaria, autores como Jeffrey Russel, Brooks Alexander e Silvia Federici foram evocados, assim como para a compreensão dos temas como animalidade e relações outras-que-humanas, utilizamos a teoria multiespécie de Anna Tsing. O artigo explora o devir-monstro de Thomasin como um atravessamento dos limiares entre naturezas culturas, apoiado na história da bruxaria e nas transformações socioeconômicas da Nova Inglaterra.

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Biografia do Autor

Paulo Augusto de Souza Nogueira, Pontifícia Universidade Católica de Campinas

Doutor em Teologia pela Ruprecht-Karls-Universität Heidelberg. Estágio pós-doutoral pelo NEE Unicamp. Professor pesquisador PPG Ciências da Religião na PUC Campinas, Bolsista Produtividade CNPq. 

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Publicado

2026-01-29

Edição

Seção

Artigos Nacionais