A influência da China na ressignificação da sua cultura por meio do cinema
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2318-9452.2025v13n25.69917Resumen
Este artigo analisa a crescente influência chinesa na indústria cinematográfica estadunidense por meio de uma perspectiva construtivista. O artigo argumenta que através de uma estratégia de soft power na sua política externa, a China busca inserir elementos da sua cultura em filmes hollywoodianos, além de censurar diversos filmes estrangeiros no âmbito doméstico. O artigo apresenta importantes conceitos que auxiliam no desenvolvimento da argumentação, como confucionismo, kowtow, estigma, imagem de Estado, identidade corporativa, soft power e política externa, também compara os filmes Mulan (1998) e Mulan (2020), a fim de melhor realizar a análise proposta. O artigo demonstra a influência da China na representação de sua imagem por meio da indústria cinematográfica dos Estados Unidos ao evidenciar que o governo chinês imprimiu no filme contemporâneo analisado, a sua autoimagem, constrangendo as possibilidades de livre expressão dos estúdios estrangeiros, como pode ser visto na comparação entre os dois filmes “Mulan” (1998 e 2020).
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