Entre a História e o Discurso: Uma análise da crônica islandesa Íslendingabók

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DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.2595-9107.2025v8n08.76081

Resumo

Entre os anos de 1122 e 1133, Ari Þorgilsson, o Sábio, cronista e homem vinculado à Igreja, escreveu a Íslendingabók (O Livro dos Islandeses), uma crônica que apresenta de forma concisa a história da Islândia desde a chegada dos primeiros colonizadores, por volta do ano 874, passando pelo evento oficial de conversão ao Cristianismo, até os primeiros bispos islandeses, em 1118. O texto, por suas características de registro, como a busca por confiabilidade das fontes, a proximidade temporal com os acontecimentos relatados e citação de nomes de indivíduos e suas conexões familiares, sempre foi considerado uma fonte singular para o estudo da história islandesa. Dessa forma, o presente trabalho propõe levantar questões acerca do estudo das narrativas medievais islandesas e suas abordagens metodológicas, considerando a tradição oral e a análise de discurso como ferramentas fundamentais para explorar as minúcias do texto. Partimos do princípio de que nenhuma narrativa é neutra, tanto o que é dito quanto o que é omitido carrega manifestações simbólicas e interesses próprios do contexto em que foi produzido. Assim, ao investigarmos um povo e a formação de sua identidade por meio de narrativas, torna-se pertinente reconhecê-las como práticas simbólicas de seu tempo.

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Publicado

2025-11-18

Como Citar

Pinto Soares, L. (2025). Entre a História e o Discurso: Uma análise da crônica islandesa Íslendingabók. Scandia: Journal of Medieval Norse Studies, 8(08). https://doi.org/10.22478/ufpb.2595-9107.2025v8n08.76081

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