Berserkir e Óðinn: a dupla natureza dos guerreiros refletida no deus
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2595-9107.2025v8n08.76301Resumo
Os guerreiros nórdicos, semi-lendários, possuem uma fama notória nas sagas, como combatentes ferozes, por vezes em roupagem de ursos ou lobos, de coragem inigualável e igualmente inabalável. Entretanto, também se destacam com uma segunda face nas narrativas, a figura dos fora da lei, bandos voltados a pilhagem desenfreada, abusadores. Porém, uma das características marcantes e perenes dos mesmos, se observa em sua devoção ao deus Óðinn, e igualmente o atrelamento de suas vidas a deidade. Neste diapasão, o presente artigo busca compreender como o caráter dual, e até mesmo maniqueísta em determinadas narrativas, realça de igual forma aspectos por vezes ocultos da deidade, como traços desonrosos ligados à trapaça, quebra de votos e manipulação, atitudes que podem ser observadas nos berserkir, uma vez que os deuses, principalmente do panteão pagão nórdico, em geral, podem ser vistos como antropomórficos, seres que se aderem a caracteres humanos.
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