A beleza do ‘eu transfigurado’
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2025v21n4.73349Palavras-chave:
Transfiguração do eu. Selfie. Beleza feia. Máscara de argila.Resumo
Neste artigo, como problemática de pesquisa, discute-se acerca da transfiguração do eu em uma série de autorretratos fotográficos a partir da selfie, denominada de Entre Rostos. Objetiva-se analisar como a aparência grotesca, causada pela aplicação extrapolada de uma mistura de máscara de argila e tinta sobre o rosto, pode criar uma espécie de “beleza feia” em um momento de transfiguração da aparência. A abordagem metodológica do processo criativo constitui-se de um modo bastante particular em função da singularidade do modo operatório desenvolvido. Os resultados apontam que o ‘eu transfigurado’ emerge da “beleza feia” em função do processo de subversão do embelezamento facial. Conclusivamente, entende-se que a “beleza feia” apresenta-se como instauradora da beleza artística no autorretrato contemporâneo.



