Presenças silenciadas: indígenas e a caça às baleias no litoral do Brasil (séculos XVII–XX)

Autores

  • Pedro de Farias Leite e Silva

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2025v21n11.77269

Palavras-chave:

Contra-hegemonia. Povos indígenas; Baleação.

Resumo

Este artigo propõe uma leitura contra-hegemônica da história da baleação no Brasil, destacando a presença indígena como sujeito histórico ativo e não apenas vítima passiva do colonialismo. Com base em contribuições teóricas de Gramsci e Bobbio, analisa os mecanismos de silenciamento presentes na historiografia dominante, que apagaram saberes ancestrais e relações cosmológicas entre povos originários e os cetáceos. A partir de revisão crítica da literatura, estudos de História Ambiental e comparações transnacionais, o trabalho discute também a invisibilização dos trabalhadores locais na baleação contemporânea em Lucena (Paraíba). O artigo revela a caça às baleias como campo de disputa de hegemonias e apropriação de saberes, reafirmando a necessidade de incluir vozes subalternas para uma história ambiental plural que articule natureza, cultura e dominação.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

2025-11-22

Como Citar

Silva, P. de F. L. e. (2025). Presenças silenciadas: indígenas e a caça às baleias no litoral do Brasil (séculos XVII–XX). Temática, 21(11), 48–61. https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2025v21n11.77269

Edição

Seção

Artigos

Artigos Semelhantes

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.