Memória e reconstrução imagética: documentário de Susanna Lira Torre das Donzelas como espaço afetivo de resistência
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2026v22n2.77960Palavras-chave:
Documentário. Memória. Estética. Resistência. Direitos Humanos.Resumo
O presente artigo analisa o documentário Torre das Donzelas (Susanna Lira, 2018), com o objetivo de compreender como os recursos estéticos e simbólicos empregados na obra transformam a memória em um gesto político e terapêutico. Por meio de elementos visuais, como o uso do giz branco, ex-presas políticas materializam suas lembranças e ressignificam experiências marcadas pela repressão da ditadura militar. Ao articular memórias individuais e coletivas, o documentário constrói um espaço de resistência no qual a dor é convertida em reflexão e expressão artística. As narrativas evidenciam dimensões subjetivas e sociais do encarceramento feminino, reafirmando o papel dessas mulheres na luta pela democracia e pela liberdade de expressão. Assim, a obra se configura como um dispositivo de preservação da memória histórica e de reafirmação identitária no contexto do audiovisual brasileiro.



