O quarto bios e o colonialismo de dados: tensões entre controle e resistência na midiatização

Autores

  • Justino Batista Pereira Neto
  • Adriano Charles da Silva Cruz

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2026v22n3.78266

Palavras-chave:

Teoria da Comunicação. Práxis Teórica. Midiatização. Decolonialidade.

Resumo

Este artigo analisa o campo comunicacional contemporâneo a partir da tensão entre o dispositivo tecnológico e o vínculo simbólico. Discute-se a emergência do quarto bios, como uma nova forma de existência estruturada pela midiatização generalizada, e seu confronto com o regime do colonialismo de dados. Ao retomar as bases críticas da Escola de Frankfurt e as mediações culturais do pensamento latino-americano, o estudo examina como a captura neoliberal do cotidiano converte experiências humanas em ativos informacionais por meio da modulação algorítmica. Adicionalmente, exploram-se perspectivas decoloniais e as epistemologias da Terra que reposicionam o conceito de ñe’eng (palavra-alma) e o ato de escutar como fundamentos ontológicos do vínculo social. A investigação conclui que o futuro do campo reside na transição de uma lógica instrumental de transmissão de sinais para uma práxis relacional, capaz de restaurar a compreensão humana e a coexistência ética em um mundo fragmentado.

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Publicado

2026-03-24

Como Citar

Pereira Neto, J. B., & Cruz, A. C. da S. (2026). O quarto bios e o colonialismo de dados: tensões entre controle e resistência na midiatização. Temática, 22(3), 137–149. https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2026v22n3.78266

Edição

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