Júlia Medeiros e o memoricídio feminino: escrita, resistência e violência de gênero no sertão potiguar

Autores

  • Ana Karla Batista Farias
  • Ana Santana Batista Farias

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2026v22n10.81569

Palavras-chave:

Júlia Medeiros. Memoricídio feminino. Escrita de mulheres. Violência de gênero. Feminismo.

Resumo

Este artigo tem como objetivo resgatar a trajetória intelectual, política e jornalística de Júlia Medeiros, mulher potiguar que escreveu e atuou em um contexto marcado pela opressão patriarcal e pela violência de gênero. A partir de seus textos publicados na imprensa, de sua atuação como educadora, sufragista e vereadora, discute-se o apagamento histórico das mulheres — aqui compreendido como memoricídio feminino — e a exclusão sistemática de suas contribuições dos registros canônicos. Ao articular a experiência de Júlia Medeiros com reflexões teóricas sobre a invisibilidade das mulheres na história, especialmente a partir de Virginia Woolf, o artigo propõe a reconstituição de sua memória como um ato de justiça histórica e política.

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Publicado

2026-10-21

Como Citar

Farias, A. K. B., & Farias, A. S. B. (2026). Júlia Medeiros e o memoricídio feminino: escrita, resistência e violência de gênero no sertão potiguar. Temática, 22(10), 31–42. https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2026v22n10.81569

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