Maturação e qualidade de frutos de mandacaru (Cereus jamacaru P.DC.) de diferentes bioclimas do estado da Paraíba

Raylson de Sá Melo, Silvanda de Melo Silva, Alex Sandro Bezerra de Sousa, Renato Pereira Lima, Ana Lima Dantas, Renato Lima Dantas, Vanda Maria de Aquino Figueiredo

Resumo


Frutos não tradicionais como os de Cereus jamacaru DC são fontes de fitonutrientes importantes para a saúde, além de constituir uma alternativa alimentícia em épocas secas até para os animais. Este trabalho teve por objetivo avaliar a qualidade nutricional e funcional de frutos de mandacaru em diferentes estádios de maturação (Verde Claro (VC), Inicio de Pigmentação (IP), Inicio de Pigmentação Vermelho (IPV), Pigmentado Vermelho (PV), Totalmente Vermelho (TV)) , visando agregação de valor através da diversificação de seus usos na região e explorando o potencial dos frutos como alimento funcional. Os frutos de mandacaru foram colhidos no município de Campina Grande-PB e Barra de Santa Rosa-PB. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado e doze frutos (quatro repetições de três frutos) foram colhidas de cada estádio de maturação. Os dados obtidos das variáveis físicas, físico-químicas, polifenóis extraíveis totais e atividade antioxidante foram submetidos à análise de variância pelo teste F e as médias foram comparadas pelo teste de Tukey em até 5% de probabilidade. Os frutos de mandacaru apresentam elevado rendimento de polpa no estádio de maturação maduro (TV-totalmente vermelho) e coloração de casca que evoluiu de verde pigmentado para a coloração avermelhada com o avanço da maturação. Os sólidos solúveis, a relação SS/AT e pH dos frutos aumentou com o avanço da maturação, enquanto a acidez titulável diminuiu, todos estes tendendo a se estabilizar no estádio IPV, indicando ser este o ponto de colheita. Isso torna esses frutos adequados para o consumo fresco e para serem processados. Os frutos de mandacaru apresentam um alto conteúdo de polifenóis extraíveis totais em todos os estádios de maturação e uma elevada atividade antioxidante total, justificando assim o seu consumo, além de servir como estímulo ao seu melhor aproveitamento.

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DOI: https://doi.org/10.25066/agrotec.v38i3.33818

Revista Agropecuária Técnica
ISSN impresso 0100-7467
ISSN online 2525-8990


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