Índice de Desempenho da Gestão Ambiental (IDGA) aplicado ao setor têxtil: um estudo em duas lavanderias industriais do Agreste pernambucano

Autores

  • Fernanda Maria D'Emery Cavalcanti Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco
  • Marília Regina Costa Castro Lyra
  • José Antônio Aleixo da Silva

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1981-1268.2019v13n1.29117

Resumo

O setor têxtil exige elevado nível de competitividade e atualização das empresas, ao mesmo tempo em que responde a diversos normativos ambientais devido a seu potencial de geração de externalidades negativas. Um dos grandes polos de produtos têxteis no Brasil localiza-se no Agreste pernambucano, com foco na produção de jeans. Há diversos municípios que têm sua economia positivamente influenciada por este mercado. Contudo, existe diversos problemas sociais e ambientais relacionados ao consumo de água, ao descarte inadequado dos efluentes nos cursos d’água e às condições insalubres de trabalho. Diante desta problemática, este artigo tem como objetivo a definição do grau de maturidade da gestão ambiental de empresas do setor têxtil por meio da aplicação do Índice de Desempenho da Gestão Ambiental (IDGA), indicador ambiental desenvolvido no âmbito do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal de Pernambuco (PRODEMA). O conhecimento do IDGA das organizações serve como ponto de partida para a identificação de pontos de melhoria em aspectos socioambientais. A metodologia do IDGA foi aplicada em duas lavanderias têxteis do município de Toritama, Pernambuco, e os resultados identificados foram de nível médio nos dois casos, respeitadas as particularidades quanto ao desenvolvimento de cada um dos aspectos analisados.

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Publicado

2019-07-31

Como Citar

D’EMERY CAVALCANTI, F. M.; CASTRO LYRA, M. R. C.; SILVA, J. A. A. da. Índice de Desempenho da Gestão Ambiental (IDGA) aplicado ao setor têxtil: um estudo em duas lavanderias industriais do Agreste pernambucano. Gaia Scientia, [S. l.], v. 13, n. 1, 2019. DOI: 10.22478/ufpb.1981-1268.2019v13n1.29117. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/gaia/article/view/29117. Acesso em: 18 jan. 2022.

Edição

Seção

Ciências Ambientais