Áreas potencialmente propícias à acumulação de agroquímicos, na Bacia do riacho Corrente-PI

Autores

  • Jaílson Silva Machado
  • Gabriela Mateus de Fontes Silva UFSB
  • João Batista Lopes da Silva UFSB

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1981-1268.2019v13n1.41421

Resumo

O aumento da área produtiva no Cerrado ocasiona rápida modificação da paisagem tornando difícil o monitoramento do uso e ocupação do solo. Neste sentido, neste trabalho objetivou-se utilizar os Sistemas de Informações Geográficas (SIG) para determinar as áreas potencialmente mais propícias à acumulação de agroquímicos na bacia do riacho Corrente-PI. Para isto foram utilizados planos de informações ambientais para determinar a tendência do comportamento da água, sendo eles: altimetria, uso e ocupação do solo, classes de solo, agroquímicos mais utilizados e pluviometria. Os resultados expressam que 819,72 km² (43%) da área da bacia encontra-se com baixa concentração e dispersão de agroquímicos, enquanto 679,86 km² (36%) encontra-se com média concentração e dispersão, já para os valores de alta concentração e dispersão, ou seja, alto risco de contaminação, os valores tratam de 387,66 km² (21%) da área total.

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Biografia do Autor

Jaílson Silva Machado

Engenheiro Florestal pela Universidade Federal do Piauí (UFPI).

Gabriela Mateus de Fontes Silva, UFSB

Engenheira Ambiental. Mestranda em Ciências e Tecnologias Ambientais na Universidade Federal do Sul da Bahia, Campus Sosígenes Costa.

João Batista Lopes da Silva, UFSB

Engenheiro Agrícola e Ambiental, Doutor em Engenharia Agrícola. Docente na Universidade Federal do Sul da Bahia, Instituto de Humanidades, Artes e Ciências, Campus Paulo Freire, Teixeira de Freitas, BA. Professor orientador.

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Publicado

2019-07-31

Como Citar

MACHADO, J. S.; SILVA, G. M. de F.; SILVA, J. B. L. da. Áreas potencialmente propícias à acumulação de agroquímicos, na Bacia do riacho Corrente-PI. Gaia Scientia, [S. l.], v. 13, n. 1, 2019. DOI: 10.22478/ufpb.1981-1268.2019v13n1.41421. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/gaia/article/view/41421. Acesso em: 18 jan. 2022.

Edição

Seção

Ciências Ambientais

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