CECÍLIA MEIRELES: O LIVRO E A PALAVRA INVÍSIVEL

Resumo

Este texto tem como objetivo trazer à luz uma abordagem crítica sobre o processo de criação artística e a relação que o artista estabelece com a sua própria obra. Ou seja, pretende verificar como determinado livro é deixado à margem pelo escritor ao longo de reedições e publicações de sua produção poética. Destaca-se, aqui, a obra Espectros, primeiro livro de poemas de Cecília Meireles, publicado em 1919. Esses poemas jamais foram reeditados durante a vida da autora e, depois de sua morte, somente em edição de 2001, momento em que se comemorou o centenário de nascimento da poeta. Há exatamente 100 anos, a escritora estreou na literatura com essa coletânea de sonetos, os quais foram suprimidos da edição de sua Obra poética, de 1958, por ela própria. Considerando esse ano como centenário de estreia da autora no mundo das letras, a nossa reflexão irá discutir o processo criativo do poeta, o papel do crítico e o do leitor com base da edição da Obra poética, de 1958.

Palavras-chave: Cecília Meireles. Espectros. Criação poética. Edição crítica.

Biografia do Autor

Ilca Vieira de Oliveira, Universidade Estadual de Montes Claros/ Bolsista da CAPES
Doutorado em Literatura Comparada pela Universidade Federal de Minas Gerais (2005). Estágio Pós-doctoral Sênior na Université Sorbonne Nouvelle - Paris 3, França, no período de outubro de 2015 a setembro de 2016, com bolsa da CAPES. Professora Titular do Departamento de Comunicação e Letras da Universidade Estadual de Montes Claros e do Mestrado em Letras/Estudos Literários e do PROFLETRAS. Atualmente é bolsista da CAPES como coordenadora de subprojeto do PIBID da área de Letras UNIMONTES – Multidisciplinar (Língua Espanhola, Língua Inglesa, Língua Portuguesa).
Publicado
2020-01-11