O jovem Marx e o último Mészáros: quatro linhas de convergência sobre a crítica do Estado e da política
DOI:
https://doi.org/10.18012/arf.v12i2.71390Palavras-chave:
Jovem Marx, Para além do Leviatã, crítica da políticaResumo
O livro póstumo de István Mészáros intitulado Para além do Leviatã: Crítica do Estado constitui uma obra de extrema importância para o debate social contemporâneo. Não é nosso objetivo fornecer uma síntese da obra em sua extensão, nem oferecer uma resenha sumariando o que acreditamos ser os seus pontos principais ou o processo de escrita e edição da obra. No presente, pretendemos propor uma reflexão sobre quatro linhas teóricas que perpassam todo o texto de Mészáros e rastrear as suas origens na textualidade do jovem Marx. Nosso trabalho foi o de identificar e eleger, para este artigo, quatro linhas de influência/convergência entre o último Mészáros e o jovem Marx. São elas: o Estado enquanto alienação da sociedade civil; o Estado enquanto uma universalidade abstrata; o Estado enquanto forma e essência; o necessário fenecimento do Estado para a emancipação humana. Assim, nossa leitura e exposição da obra meszariana decorre destes quatro pontos teóricos fundamentais encontrados também no jovem Marx. Concluímos afirmando que ambos os autores postulam a determinação ontonegativa da política e que, dentre outras implicações, essa natureza mesma da política retira a emancipação humana da esfera do reformismo e das revoluções estritamente políticas.
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