A Filosofia Brasileira: tensões e possibilidades
DOI:
https://doi.org/10.18012/arf.v12i3.72767Palavras-chave:
Filosofia Brasileira , Filosofias Indígenas, Identidade nacionalResumo
O presente artigo investiga a formação da filosofia brasileira, considerando os desafios históricos, epistemológicos e culturais que a cercam. Em um primeiro momento, observa-se o domínio das tradições filosóficas europeias na constituição da filosofia acadêmica no Brasil, evidenciando como essa influência gerou críticas à falta de originalidade e autonomia no pensamento filosófico nacional, conforme argumentado por Silvio Romero e Pe. Leonel Franca. Em seguida, são apresentados estudiosos como Margutti e Crisóstomo, que propõem uma abordagem pluralista, sugerindo que a filosofia brasileira não deve ser percebida apenas como uma extensão das tradições europeias, mas sim como uma criação própria que consegue articular saberes locais com questões universais. O artigo também ressalta a importância das filosofias indígenas, representadas por pensadores como Ailton Krenak e Davi Kopenawa, na formação de uma filosofia genuinamente brasileira. Dessa forma, conclui-se que a filosofia brasileira deve superar paradigmas eurocêntricos, assumindo um caráter plural e dinâmico que reflita as particularidades culturais e históricas do país.
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