“Enegrecendo o feminismo”: a opção descolonial e a interseccionalidade traçando outros horizontes teóricos

Resumo

Os feminismos negros vêm prestando um grande serviço às epistemologias feministas e aos estudos sobre racismo. Ao tensionarem a omissão do feminismo branco em relação às pautas antirracistas, as mulheres negras expuseram a fragilidade das tendências universalistas. O convite aqui posto, inspirado numa revisão preliminar da literatura, é à imersão nas pautas, protagonismos e produção de conhecimento da e sobre as mulheres negras, a partir do lugar de fala da mulher negra. A perspectiva descolonial é utilizada nesse artigo como caminho teórico que evidencia a urgência em visibilizar e garantir o direito a voz às mulheres negras, sem desconsiderar o recorte de classes, o objetivo consiste na valorização de narrativas e subjetividades ainda subalternizadas. Nesse sentido, concluímos que a opção descolonial, racializada e generificada, oferece mais fundamentos para a análise das estruturas sociais a partir e por aqueles/as que lutam pelo direito a voz, escuta e visibilidade.

Biografia do Autor

Natércia Ventura Bambirra, PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO INTERDISCIPLINAR EM CIÊNCIAS HUMANAS - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina. Área de Concentração: Estudos de Gênero.
Teresa Kleba Lisboa, UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Professora Titular Aposentada da Universidade Federal de Santa Catarina.
Publicado
2019-07-11
Seção
Artigos