Feminismos não hegemônicos contemporâneos: lutas cotidianas em defesa de territórios

  • Patrícia dos Santos Pinheiro Programa de Pós-graduação em Antropologia, Universidade Federal da Paraíba
  • Maysa Luana Silva Prefeitura de São Bernardo do Campo (Técnica de Proteção Social na Abordagem Social).
  • Marcela Paz Rodríguez Universidad Catolica del Norte (Chile)

Resumo

O objetivo deste texto é realizar uma análise sobre a defesa de territórios por mulheres do Brasil Meridional, a partir de epistemologias que germinam através do engajamento e trajetórias de vida dessas mulheres, tendo como pano de fundo o meio rural e a agricultura: assentadas da reforma agrária e quilombolas. Deste modo, procuraremos abordar saberes construídos, moldados e salvaguardados por mulheres, tais como a experiência de farmacinhas com plantas medicinais, presentes em alguns assentamentos do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra), ou a atuação de mulheres quilombolas, reunindo experiências de campo vividas pelas pesquisadoras no extremo sul do estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Pretendemos, deste modo, realizar conexões destes relatos com as críticas feitas por feminismos comunitários, negros e pós-coloniais que problematizam processos geopolíticos e históricos da colonização ocidental, relações diaspóricas e formam outros fluxos diante de configurações sociais e políticas em alguma medida compartilhadas.

Biografia do Autor

Patrícia dos Santos Pinheiro, Programa de Pós-graduação em Antropologia, Universidade Federal da Paraíba
Pós-doutora em Antropologia (UFPB e UFPel), Doutora em Ciências Sociais pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (CPDA/UFRRJ), Mestre em Desenvolvimento Rural.
Maysa Luana Silva, Prefeitura de São Bernardo do Campo (Técnica de Proteção Social na Abordagem Social).
Bacharel em Antropologia pela Universidade Federal de Pelotas
Marcela Paz Rodríguez, Universidad Catolica del Norte (Chile)
Mestra em Memória e Patrimônio pela Universidade Federal de Pelotas
Publicado
2019-07-11
Seção
Artigos