Assim vivemos agora: redes de sociabilidade e cuidado nas primeiras décadas da epidemia de hiv/aids
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1887-8214.2025v40n1.77601Resumo
Partindo dos pressupostos da área de história das doenças e utilizando como fonte documental a literatura, o presente artigo tem por objetivo analisar a obra Assim vivemos agora, publicada por Susan Sontag em 1986 e traduzida no Brasil pelo escritor Caio Fernando Abreu em 1995. Meu argumento é que, ao narrar o cotidiano do adoecimento por HIV/aids durante a primeira década da epidemia, a autora descreve estratégias de cuidado e organização que evidenciam a sociabilidade prévia da população LGBTQIAPN+ nas grandes cidades, tais como Nova York, onde se passa a história, ou São Paulo, onde viveu o escritor e tradutor, na segunda metade do século XX. Defendo que as redes de sociabilidade, entendidas em consonância com o que apontou Eribon (2008) são mobilizadas e reorganizadas na construção de uma experiência coletiva e compartilhada da doença.

