Tensões e disputas sobre a doação de sangue LGBTQIAPN+: violência simbólica nos espaços de saúde

Autores

  • Luciana Miranda Rodrigues
  • Ivia Maksud

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1887-8214.2025v40n1.77604

Resumo

Este estudo trata das tensões e disputas sobre a temática da doação de sangue por pessoas LGBTQIAPN+. A partir do método etnográfico, analisamos narrativas de participantes voluntários à doação de sangue, de pessoas autorreferidas LGBTQIAPN+ e heterossexuais, bem como de profissionais de saúde que realizam triagem clínica para a doação de sangue.  De forma complementar, a autora principal realizou observação participante num banco de sangue, e produziu anotações sobre o percurso dos doadores no espaço, bem como sobre as relações cotidianas que constituem o processo da doação, em diário de campo. Os resultados demonstraram comportamentos, gestos e não ditos que sugeriram a presença de forte estigma em relação à doação de sangue por pessoas LGBTQIAPN+, revelando a permanência de julgamento social vivenciado por homossexuais desde a década de 1980.  A chave teórica acionada para analisar os dados produzidos no trabalho de campo foi o conceito de violência simbólica proposto por Bourdieu. Por esta leitura, foi possível verificar que os agentes do campo perpetuam uma violência institucional, reproduzindo uma cultura homofóbica, que contribui para o afastamento da população LGBTQIAPN+ dos bancos de sangue.

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Publicado

2025-12-29

Como Citar

MIRANDA RODRIGUES, Luciana; MAKSUD, Ivia. Tensões e disputas sobre a doação de sangue LGBTQIAPN+: violência simbólica nos espaços de saúde. Revista Ártemis, [S. l.], v. 40, n. 1, 2025. DOI: 10.22478/ufpb.1887-8214.2025v40n1.77604. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/77604. Acesso em: 10 fev. 2026.