ADOLESCÊNCIA
Uma Fama Gerada Pelo Medo Branco?
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1887-8214.2025v3n1.73831Resumo
A minissérie Adolescência, lançada pela Netflix neste ano, atingiu uma fama surpreendentemente. No Brasil, a obra ficou por um tempo na primeira posição de séries mais assistidas, e,internacionalmente, conquistou a nona posição neste quesito. A produção aborda questões sensíveis e relevantes, a exemplo do (cyber)bullying, inseridas em um contexto de criminalização de um jovem de 13 anos. E se, sob lentes raciais, determinadas escolhas em torno do elenco e do roteiro tiverem sidoresponsáveis diretamente por essa fama? O que discutiremos ao longo do texto é que as relações entre juventude, segurança pública e pânico social presentes acerca da minissérie são necessariamente racializadas. Para isso, provocando as fronteiras entre a dimensão fictícia e concreta da obra, iremos analisá-la como um estudo de caso, em diálogo com a criminologia crítica e os estudos críticos da branquitude, para além de dados oficiais sobre a segurança pública brasileira e internacional.
Palavras-chave: Adolescência. Cinema. Branquitude. Segurança Pública. Racismo.
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