A INFLUÊNCIA DAS OLIGARQUIAS NA ORGANIZAÇÃO ESPACIAL DAS ESCOLAS PÚBLICAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA ENTRE 1911 E 1945
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1982-3878.2026v20n1.71126Resumo
O presente artigo busca realizar uma análise geográfica sobre as escolas públicas estaduais no estado de Santa Catarina entre os anos de 1911 e 1945. Para o mesmo se intenta a averiguar aspectos da historicidade e o papel das oligarquias catarinenses, em especial a família Ramos, na objetificação do ensino como um projeto de consolidação da nacionalidade, mas também de manutenção e aumento do poder de influência política e econômica no território catarinense. A explanação deste estudo se faz primeiramente caracterizando qual análise geográfica é utilizada, explicando como as categorias de análise do espaço geográfico – forma, função, estrutura e processo – podem ser inteligíveis e dialéticas na busca de uma totalidade acerca do tema aqui abordado. Posteriormente se faz uma descrição sobre as oligarquias catarinenses, explicitando sobre suas origens históricas e influências no campo econômico e político. Destaca-se como a gestão de Vidal Ramos e Nereu Ramos foram decisivas para a reforma do ensino catarinense naquele período, desenvolvendo uma formação calcada no nacionalismo, na valorização dos símbolos pátrios, no sentimento de pertencimento ao território. Por fim, apresenta-se a análise persi, demonstrando como a organização espacial das escolas públicas estaduais de Santa Catarina, entre 1911 e 1945 tornou-se uma estratégia de consolidação do poder das referidas oligarquias naquele período, em especial a família Ramos. A mesma utilizou-se de sua influência política para estabelecer a cultura luso brasileira como preponderante no estado, em detrimento da cultura germânica. Nas considerações finais se analisam as formas, funções, estruturas e processos das escolas públicas estaduais, buscando compreender como tal realidade concreta pode ser entendida enquanto totalidade.



