ENTRE LÉVY E RANCIÈRE:
A VIRTUALIZAÇÃO DO SABER E A EMANCIPAÇÃO DOS SUJEITOS
DOI:
https://doi.org/10.7443/problemata.v17i2.79010Palavras-chave:
Virtualização, Emancipação, Ensino, Ensino MédioResumo
Este estudo propõe refletir sobre a articulação entre os conceitos de Virtualização e Emancipação, no contexto do Ensino de Filosofia no Ensino Médio. Parte-se da constatação de que as tecnologias digitais, mais do que instrumentos de mediação, têm transformado profundamente as formas de acesso, produção e circulação do saber, modificando, consequentemente, os modos de aprender e ensinar. Nesse cenário, a Virtualização, compreendida como um processo contínuo de atualização das potencialidades do conhecimento em ambientes digitais, revela-se como uma possibilidade de ampliação dos espaços de aprendizagem e de reconfiguração da experiência educativa. Este estudo, de natureza qualitativa e teórico- metodológica, dialoga com autores como, Pierre Lévy, Jacques Rancière e Paulo Freire. Para Lévy, a educação filosófica é mediada pelas tecnologias digitais superando a lógica transmissiva do ensino, abrindo espaço para experiências formativas mais interativas e emancipatórias. Já Rancière, enfatiza a igualdade das inteligências como princípio fundamental de qualquer prática educativa visando à Emancipação. Por fim, Paulo Freire compreende a educação como prática para a liberdade, orientada pela conscientização e pelo diálogo transformador. Diante disso, a questão que orienta essa investigação é: de que modo a virtualização do conhecimento, promovida pelas tecnologias digitais, pode propiciar, ou dificultar, os processos de emancipação no ensino de filosofia? Nossa hipótese é de que, a virtualização, ao potencializar novas formas de acesso, produção e compartilhamento do saber, pode constituir-se em um meio para a Emancipação intelectual dos estudantes, desde que integrada a uma prática pedagógica crítica, evitando a mera reprodução de conteúdos, e estimule o pensamento autônimo e criativo.
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Referências
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