A LÍNGUA ESPANHOLA NOS CURRÍCULOS ESCOLARES FRONTEIRIÇOS NA PERSPECTIVA DOS GESTORES

UNA MIRADA GLOTOPOLÍTICA

Autores

Palavras-chave:

Fronteira, Glotopolítica, Ensino de língua espanhola, Espaço de Enunciação Fronteiriço, Gestores

Resumo

A fronteira é marcada por um ir, vir e estar de pessoas que carregam consigo diferentes histórias, culturas e línguas que se entrelaçam, se relacionam e constituem os sujeitos que aí habitam. No caso da fronteira localizada ao sul, entre o Brasil e a Argentina, as trocas linguísticas se fazem constantes, de modo que o espanhol deixa de ser uma língua estrangeira. Dessa forma, é objetivo do presente trabalho refletir sobre como os secretários de educação de cidades fronteiriças avaliam o ensino de espanhol nas escolas. Para isso, considera-se o conceito de espaço de enunciação fronteiriço, defendido por Sturza (2006, 2010), visto que legitima a fronteira como um lugar de trocas linguísticas únicas e reverbera o ensino de língua espanhola enquanto língua de circulação e constituição social. Além disso, apoiamo-nos na perspectiva Glotopolítica (GUESPIN; MARCELLESI, 2021; Lagares, 2018) a fim de compreender a presença do político na linguagem, especialmente no que diz respeito às trocas linguísticas particulares da fronteira e a avaliação dos secretários de educação, agentes glotopolíticos, sobre o ensino do espanhol. Portanto, empreendemos um estudo de caso cuja coleta de dados se deu a partir de questionários digitais enviados às secretarias municipais de educação localizadas na linha de fronteira. De forma geral, as respostas dos secretários de educação apresentam um certo descaso com a inserção da língua espanhola nos currículos escolares, o que dá a entender que esses municípios ou a encaram como uma língua estrangeira, que não lhes pertence, ou como uma língua semelhante ao português, portanto, de fácil compreensão, que não precisa ser inserida nas escolas. De todo modo, ressaltamos que mesmo que haja o contato social com o espanhol, não é razão para excluí-lo do sistema escolar, pelo contrário, seria uma forma de valorizar e promover a própria realidade social e linguística desta fronteira.  

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Biografia do Autor

Emanuele Krewer, Universidade Federal de Santa Maria UFSM

Doutoranda no Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal de Santa Maria (PPGL-UFSM), com bolsa fornecida pela CAPES. É mestre em Letras pelo Programa de Pósgraduação em Letras da Universidade Federal do Rio Grande (PPGL-FURG), com bolsa CAPES. Licenciada em Letras, português e espanhol, pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), campus Cerro Largo. Tem experiência com o ensino de línguas, tecnologias educacionais e políticas linguísticas.

Angelise Fagundes da Silva, Universidade Federal da Fronteira Sul- Campus Cerro Largo

Doutora em Educação pelo PPGE/UFSM. Mestre em Letras (PPGL/UFSM), com bolsa fornecida pela CAPES. Licenciada em Letras/Português (UFSM). Licenciada em Letras/Espanhol (UFSM).  É Professora Adjunta da área de Ensino de Espanhol do Curso de Graduação em Letras/Português e Espanhol Licenciatura da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Campus Cerro Largo (RS), onde coordena
cursos de línguas do CELUFFS. É Presidenta do PROLIN, Programa de Línguas da UFFS, e atua junto à AGIITEC em programas de internacionalização, vice-líder do POLIFONIA (Grupo de Pesquisas em Políticas Linguísticas, Formação de Professores e Novas Tecnologias para o Ensino de Línguas), registrado no diretório de grupos do CNPq, coordena o projeto “HERANÇAS: as línguas e a construção de identidades culturais nas Missões” e é vice-coordenadora do NIEL - Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Letras da UFFS. Faz parte do coletivo #Ficaespanhol desde sua constituição como Grupo de
Trabalho RS. Tem experiência na área de Letras, com ênfase no Ensino de Língua Espanhola, Linguística Aplicada, Linguística Aplicada Crítica, Políticas LInguísticas, Estudos de Fronteira

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Publicado

24.10.2025

Como Citar

Krewer, E., & da Silva, A. F. (2025). A LÍNGUA ESPANHOLA NOS CURRÍCULOS ESCOLARES FRONTEIRIÇOS NA PERSPECTIVA DOS GESTORES: UNA MIRADA GLOTOPOLÍTICA. PROLÍNGUA, 20(1). Recuperado de https://periodicos.ufpb.br/index.php/prolingua/article/view/73889

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