ACOLHIMENTO LINGUÍSTICO EM INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DE ENSINO EM REGIÃO DE FRONTEIRA:
RUMO A UMA POLÍTICA LINGUÍSTICA EDUCACIONAL
Palavras-chave:
Políticas linguísticas educacionais. Acolhimento linguístico-cultural. FronteiraResumo
Este estudo discute os desafios e possibilidades para a construção e consolidação de políticas linguísticas educacionais em contextos multilíngues e de fronteira, com foco na região da tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. O objetivo é identificar e sistematizar ações e práticas pedagógicas em prol do acolhimento linguístico e cultural de migrantes internacionais e fronteiriços matriculados em instituições públicas de ensino brasileiras, analisando como tais ações podem se consolidar como políticas linguísticas educacionais. A pesquisa, de caráter qualitativo e bibliográfico, fundamenta-se em estudos de Políticas Linguísticas e em pesquisas e debates sobre acolhimento linguístico e cultural. Considerando o aumento, nas escolas brasileiras, do número de estudantes migrantes internacionais e fronteiriços cujas línguas maternas não coincidem com a língua oficial do país, o estudo parte de uma revisão sistemática da literatura para mapear ações voltadas à integração linguística e cultural desses alunos. A análise dos estudos identificados revela práticas que envolvem desde a gestão pública até a atuação docente, e destaca a importância de políticas que reconheçam e valorizem a pluralidade linguística como direito e patrimônio cultural. Conclui-se que iniciativas de ensino da língua de acolhimento, ainda que pontuais e situadas, apontam caminhos para a consolidação e construção de políticas linguísticas educacionais sensíveis à pluralidade linguística dos contextos fronteiriços, e que promovam o acolhimento de estudantes migrantes internacionais e fronteiriços, combatendo o silenciamento linguístico cultural.





