CORRELAÇÃO ENTRE O NÍVEL DE GRAVIDADE E O NÍVEL DE FUNCIONALIDADE EM CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2317-6032.2024v28n1.65861Palavras-chave:
Transtorno do Espectro Autista, Criança, Desempenho Físico FuncionalResumo
Objetivo: verificar se há correlação entre o nível de gravidade e o nível de funcionalidade em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Método: estudo observacional, quantitativo, descritivo, transversal com crianças de ambos os sexos, com idade entre 8 e 12 anos, diagnóstico de TEA, em acompanhamento multiprofissional há mais de 6 meses. Foi aplicada a Escala de Pontuação para Autismo na Infância (CARS) para mensurar o nível de TEA e o Inventário de Avaliação Pediátrica de Incapacidade (PEDI) para avaliar o desempenho. Os dados foram tratados no software SPSS.v20.0. Para a adesão a curva de normalidade foi utilizado o teste de Shapiro-Wilk. Para caracterização da amostra foram utilizadas frequência relativa e absoluta. Para correlação entre as variáveis foi utilizado o teste de correlação de Spearman. O valor de significância adotado previamente foi de p<0,05. Resultados: 53,3% foram classificados com TEA leve – moderado. Quanto maior o escore obtido na CARS maior foi a pontuação de incapacidade nas áreas avaliadas pelo PEDI e maior era a assistência necessária por parte dos cuidadores. Conclusão: a pesquisa revelou que há correlação diretamente proporcional entre o nível de TEA e o nível de funcionalidade. Quanto maior o nível de TEA maior foi a incapacidade funcional das crianças.