DECOLONIALIDADE, EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS E O ENSINO DE GEOGRAFIA

SABERES E FAZERES

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.2526-0839.2023v8n1/2.76138

Resumo

O presente artigo tem como finalidade o aprofundamento das discussões sobre a perspectiva Decolonial e da Educação em Direitos Humanos no Ensino da Geografia, a partir do levantamento de referenciais teóricos, de experiências docentes e práticas pedagógicas, vislumbrando ampliar propostas investigativas. A metodologia se apresenta com abordagem exploratória e descritiva, propondo as reflexões das perspectivas ora apresentadas no diálogo com uma experiência do Programa Residência Pedagógica – UFBA, subprojeto de Geografia, realizada com as turmas do 6º e 7º anos, em uma escola pública localizada no bairro Fazenda Grande do Retiro, situado sobre a bacia hidrográfica do rio Camarajipe. Os resultados desta discussão partem das concepções Decoloniais e Educação em Direitos Humanos como proposta da prática pedagógica no Ensino de Geografia, buscando contestar uma única via de construção e entendimento do espaço geográfico, trazendo a perspectiva dos povos tradicionais e as suas cosmologias para o centro do debate, entendendo que  a colonialidade como estrutura de poder, no modo de ser e saber dos sujeitos, tem uma espacialidade, materialidade e intersubjetividade que precisam ser superadas, já que implicam ações e reações na relação homem e natureza. Suas possibilidades são exemplificadas a partir da experiência realizada junto à escola pública no município de Salvador – BA, na qual foram desenvolvidas ações desencadeadoras da organização de um projeto, cujo foco foi a proposta de decolonizar o material didático e a  construção de duas atividades avaliativas: a primeira consistiu na discussão sobre as diferentes paisagens do cotidiano dos estudantes, e, a partir das respostas, fez-se relação com o conceito de lugar, mostrando que tanto a “paisagem” quanto o “lugar” são categorias importantes para a compreensão do espaço geográfico. E a segunda atividade teve como produto final a organização de uma “Mostra Fotográfica e Audiovisual” sobre as paisagens e comunidades que habitam a Bacia do Rio Camarajipe.  Acredita-se ter proporcionado aos docentes e estudantes saberes direcionados à democracia, criticidade, relações étnico-culturais, territorialidades, racismo ambiental, hidrografia, entre outros, constituintes importantes do diálogo com a Educação em Direitos Humanos. 

Palavras-chave: Prática Pedagógica. Territorialidade. Democracia. Criticidade.

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Biografia do Autor

Haroldo dos Santos Alves, Professor da rede privada de ensino de João Pessoa/PB

Geógrafo e Especialista em Estudos Sociais e Humanidades (2021). Bacharel em Humanidades (2016). Licenciado em Geografia (2022) pela UFBA. E-mail: haroldosanctus@gmail.com. Lattes: http://lattes.cnpq.br/4896054270563939.

Quezia Vila Flor furtado, Universidade Federal da Paraíba - UFPB

Pedagoga (2006), mestre (2008) e doutora (2013) em Educação pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Atualmente é professora do Departamento de Metodologia da Educação da UFPB na área de Ciências Sociais e Educação Popular. E-mail: quezia.flor@academico.ufpb.br. Lattes: http://lattes.cnpq.br/8795834940015902.

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Arquivos adicionais

Publicado

20-09-2025

Como Citar

dos Santos Alves, H., & Vila Flor Furtado, Q. (2025). DECOLONIALIDADE, EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS E O ENSINO DE GEOGRAFIA: SABERES E FAZERES. Revista Discurso & Imagem Visual Em Educação, 8(1/2), 103–114. https://doi.org/10.22478/ufpb.2526-0839.2023v8n1/2.76138

Edição

Seção

Sistematizações de Estudo ou Experiência