Do laissez-faire ao management: a perda do ideal de classe-trabalhadora diante da ascensão do modelo de chefia neoliberal

Autores

  • Leonardo de Souza Moura

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2025v21n4.73334

Palavras-chave:

Trabalho. Chefe. Manager. Classe profissional gerencial.

Resumo

O artigo propõe construir historicamente a figura do manager como símbolo das crises sociais e estéticas exigidas pela classe trabalhadora que ocorreram no século XX. Para isso, partimos da fundação da escola de pensamento econômico liberal e sua influência no desenvolvimento das nações europeias modernas até sua chegada nos modelos do capital contemporâneo, tendo Boltanski e Chiapello (2009) como principal contributo teórico. A demonstração da evolução do ambiente social, político e econômico da sociedade moderna tem como base Isleide Fontenelle (2017), Dardot e Laval (2016) e Wendy Brown (2021). Concluímos que a figura do manager é produto das inflexões do capital, fruto das crises sociais e políticas do último século. O manager tornou-se figura-emblema dos desejos do trabalhador na contemporaneidade, sintoma de uma classe disposta a abrir mão da representação coletiva a partir do momento em que entende que, por mérito próprio, pode ascender econômica e socialmente, algo útil ao empresariado e ao capital no contexto neoliberal.

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Publicado

2025-04-21

Como Citar

Souza Moura, L. de. (2025). Do laissez-faire ao management: a perda do ideal de classe-trabalhadora diante da ascensão do modelo de chefia neoliberal. Temática, 21(4), 14–26. https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2025v21n4.73334

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