Mortes trans no G1: enquadramento e abjeção

Autores

  • Marcelo Almeida Duarte
  • Pedro Pinto de Oliveira

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2025v21n6.74256

Palavras-chave:

Jornalismo. Acontecimento Pragmatista. Morte; Biopolítica.

Resumo

Este estudo investiga o enquadramento biopolítico no discurso jornalístico do G1 sobre assassinatos de pessoas trans nos meses de janeiro e março de 2022 e 2023, períodos críticos de violência segundo a ANTRA. A pesquisa busca entender como o G1, ao noticiar esses crimes, contribui para a individualização dessas vidas e para narrativas que naturalizam e perpetuam sua marginalização. A análise baseia-se nas noções de enquadramento, biopolítica e acontecimento pragmatista, a partir de Butler (2015; 2019), Goffman (2012), Foucault (2017) e Quéré (2011; 2012). A metodologia instrumentalista de Dewey (1974; 2000) guiou a seleção e análise das notícias. Os resultados indicam que o G1 enfatiza a brutalidade dos assassinatos, ignorando a singularidade das vítimas e normalizando essas mortes no imaginário social. Conclui-se que essa cobertura reforça a vulnerabilidade das pessoas trans, situando-as em uma posição de abjeção.

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Publicado

2025-06-24

Como Citar

Duarte, M. A., & Oliveira, P. P. de. (2025). Mortes trans no G1: enquadramento e abjeção. Temática, 21(6), 1–16. https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2025v21n6.74256

Edição

Seção

Artigos